Comunidade ribeirinha amazônica – Foto: Rodolfo Pongelupe/FAS
  • A FAS lançou a campanha “Gigante pela própria natureza” para ampliar o debate sobre Unidades de Conservação no Pará e no Amazonas.
  • A iniciativa integra o projeto Árvores Gigantes para uma Nova Era – Fase II, voltado à gestão do PAGAM, parque com 560 mil hectares criado em 2024 em Almeirim (PA).
  • A campanha combate desinformação sobre áreas protegidas e destaca serviços ecossistêmicos, turismo sustentável e valorização de comunidades amazônicas.

A Fundação Amazônia Sustentável (FAS) lançou a campanha “Gigante pela própria natureza” no Instagram (@fasamazonia), com o objetivo de ampliar o debate público sobre o papel estratégico das Unidades de Conservação (UCs) para o futuro da Amazônia. Inspirada em verso do Hino Nacional Brasileiro, a iniciativa conecta a conservação da floresta a impactos concretos para a sociedade brasileira, com destaque para áreas protegidas nos estados do Pará e do Amazonas.

A campanha parte da premissa de que as Unidades de Conservação funcionam como a estrutura que garante a permanência da floresta. Os conteúdos abordam proteção da biodiversidade, regulação do clima, conservação dos rios, fortalecimento da ciência e valorização das comunidades amazônicas. A iniciativa também dialoga com o Dia Mundial do Meio Ambiente, celebrado em 5 de junho.

Entre os formatos previstos estão publicações educativas, ações de combate à desinformação sobre áreas protegidas, divulgação dos serviços ecossistêmicos de florestas conservadas e materiais voltados ao turismo sustentável. A campanha conta com influenciadores da região: José Kaeté (@zenarede) é o rosto principal e participará de conteúdos em parceria com o perfil da FAS. Também integram a iniciativa Erick Frota (@erickcaboquinho), Lívea Amazonas (@liveaamazonas), Vito Israel (@vito) e Isadora Matos (@_isaadoramatos).

Angelim-vermelho (Dinizia excelsa) às margens dos rios amazônicos.

Projeto das Árvores Gigantes da Amazônia

A campanha integra o projeto Árvores Gigantes para uma Nova Era – Fase II, voltado à consolidação do Parque Estadual Ambiental das Árvores Gigantes da Amazônia (PAGAM), criado em setembro de 2024 no município de Almeirim, no Pará. O parque protege cerca de 560 mil hectares de floresta e abriga algumas das maiores árvores já registradas no Brasil.

O destaque é o angelim-vermelho (Dinizia excelsa), com 88,5 metros de altura, aproximadamente 400 anos de idade e reconhecido como a maior árvore da América Latina. Expedições científicas identificaram dezenas de outras árvores gigantes na região, consolidando o território como patrimônio ecológico único.

“O Brasil é reconhecido mundialmente pela grandiosidade da Amazônia. Proteger as Unidades de Conservação significa proteger também o clima, os recursos naturais e as oportunidades de desenvolvimento sustentável para as próximas gerações”, destaca Valcléia Lima, superintendente-geral adjunta da FAS.

A iniciativa é liderada pelo Governo do Estado do Pará, por meio do IDEFLOR-Bio, em parceria com a FAS e com financiamento do Andes Amazon Fund (AAF). Nesta segunda fase, os esforços se concentram na estruturação da gestão do parque, com investimentos em infraestrutura operacional, elaboração do Plano de Manejo, fortalecimento da governança territorial e mobilização das comunidades do entorno.

Glossário

  • Unidades de Conservação (UCs): Áreas territoriais com características naturais relevantes, legalmente instituídas pelo poder público, destinadas à conservação da natureza e ao uso sustentável dos recursos naturais.
  • Serviços ecossistêmicos: Benefícios que os ecossistemas fornecem à sociedade, como regulação do clima, purificação da água, polinização e sequestro de carbono.
  • Plano de Manejo: Documento técnico que estabelece o zoneamento e as normas de uso de uma unidade de conservação, orientando sua gestão.
  • Angelim-vermelho (Dinizia excelsa): Espécie arbórea nativa da Amazônia, reconhecida como a maior árvore da América Latina, com exemplares que ultrapassam 88 metros de altura.

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