Amazonas lidera inovação no Norte, mas fica em 18º no ranking nacional
  • Amazonas ficou em 18º lugar no Índice de Inovação dos Estados 2025, atrás apenas do Pará no Norte.
  • O Pará ocupa a 15ª posição nacional e lidera a região em inovação, seguido pelo Amazonas.
  • Apesar do destaque regional, o Amazonas ainda enfrenta gargalos em infraestrutura e formação de capital humano.

O Amazonas ficou em 18º lugar no Índice de Inovação dos Estados (IIE) 2025, de acordo com levantamento do Ipea e da Anpei. O resultado coloca o estado como o segundo mais inovador da região Norte, atrás apenas do Pará, que alcançou a 15ª posição nacional. Em 2024, o estado ocupava a 16ª colocação.

O estudo avalia 27 unidades federativas a partir de 12 indicadores que medem dimensões como infraestrutura, capital humano, produção científica e investimentos em ciência e tecnologia. Apesar da boa colocação regional, o Amazonas ainda enfrenta dificuldades estruturais que limitam seu avanço em inovação.

Pará lidera inovação na região Norte

O Pará obteve desempenho superior ao dos demais estados nortistas, ocupando a 15ª posição do ranking nacional. O estado se destacou em dimensões como produção científica e capital humano em graduação, áreas em que aparece à frente de outros estados da região.

Na sequência, aparece o Amazonas, em 18º lugar, impulsionado pela Zona Franca de Manaus e pelo setor industrial de tecnologia embarcada. Apesar disso, o desempenho amazonense ainda está distante das primeiras posições ocupadas por estados do Sudeste e Sul, como São Paulo (1º), Rio de Janeiro (2º) e Rio Grande do Sul (3º).

Desempenho do Amazonas por dimensão

No detalhamento do índice, o Amazonas apresentou bons resultados em:

  • Dinamismo econômico, devido à concentração industrial em Manaus;
  • Sistema de conhecimento, com universidades e institutos federais relevantes;
  • Inserção produtiva, impulsionada pela indústria eletroeletrônica.

Por outro lado, as maiores fragilidades foram registradas em:

  • Infraestrutura, sobretudo logística e conectividade digital no interior;
  • Capital humano, com déficits na formação básica e evasão escolar;
  • Investimento em P&D, considerado insuficiente em relação ao potencial produtivo.

Comparação com os outros estados do Norte

O levantamento mostra uma forte desigualdade entre os estados da região. Após Pará (15º) e Amazonas (18º), os demais ficaram em posições inferiores:

  • Rondônia: 21º lugar
  • Tocantins: 23º lugar
  • Acre: 24º lugar
  • Amapá: 25º lugar
  • Roraima: 26º lugar

Esse cenário reforça a disparidade entre o eixo industrial de Manaus e Belém, frente às limitações estruturais dos demais estados nortistas.

O que esperar daqui pra frente

Especialistas apontam que o Amazonas tem potencial estratégico para crescer em inovação, especialmente em áreas como bioeconomia, tecnologias ambientais e digitalização industrial. Para isso, será necessário:

  • Expandir investimentos em pesquisa e desenvolvimento com recursos públicos e privados;
  • Ampliar a formação de capital humano em ciência e tecnologia;
  • Melhorar a infraestrutura logística e de conectividade no interior do estado.

Com a valorização da bioeconomia amazônica e da inovação sustentável, o Amazonas poderá consolidar-se como referência em soluções tecnológicas ligadas à floresta e superar suas atuais limitações.

Glossário

  • IIE (Índice de Inovação dos Estados): Ferramenta criada pelo Ipea e Anpei para medir a capacidade inovadora das unidades federativas.
  • Anpei: Associação Nacional de Pesquisa e Desenvolvimento das Empresas Inovadoras.
  • P&D: Pesquisa e Desenvolvimento, área estratégica para inovação tecnológica.

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