• UFPA inaugura laboratório para pesquisa farmacêutica e cosmética.
  • Espaço foca em bioeconomia circular com ativos da Amazônia.
  • Parceria com a UFPE fortalece transferência de tecnologia.
  • Laboratório integra redes internacionais de pesquisa científica.

A Universidade Federal do Pará (UFPA) inaugurou o novo Laboratório de Tecnologia Farmacêutica e Cosmetologia. O espaço faz parte do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia Probiam Pharmaceuticals Amazônia (INCT-Probiam) e visa impulsionar a pesquisa e inovação na área farmacêutica e cosmética com foco na biodiversidade amazônica.

O laboratório tem como objetivo principal ampliar a infraestrutura científica da UFPA, promovendo o desenvolvimento tecnológico com base em ativos naturais da região. As pesquisas se concentram na caracterização química, farmacológica e tecnológica de resíduos agroindustriais, como os oriundos do açaí, cacau e pupunha.

Nova estrutura fortalece inovação na Amazônia

Segundo a professora Marta Monteiro, a iniciativa conta com colaboração direta da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), sob supervisão do professor Pedro Rolim, especialista em tecnologia farmacêutica. “Esta articulação fortalece a padronização metodológica, a robustez científica e a transferência de tecnologia”, afirma.

Como a inovação impacta a saúde e a sustentabilidade?

O novo espaço contribui diretamente para o avanço da bioeconomia circular na Amazônia. As frentes de pesquisa envolvem áreas estratégicas como:

  • Nanotecnologia aplicada a biofármacos para doenças negligenciadas
  • Regeneração tecidual com tecnologias avançadas
  • Cosmetologia sustentável baseada em química verde

De acordo com o professor Edmar Costa, assessor da Reitoria da UFPA, a criação do laboratório representa “um investimento estratégico em ciência, inovação e soberania do conhecimento”.

Três avanços previstos até 2030

  • Desenvolvimento de dermocosméticos de alta performance
  • Criação de biofármacos amazônicos com foco em doenças infecciosas
  • Integração com redes globais de pesquisa e plataformas tecnológicas

Equipe multidisciplinar impulsiona formação científica

O laboratório envolve pesquisadores de áreas como Farmácia, Engenharia Química e Biotecnologia. Estudantes de graduação e pós-graduação também participam, contribuindo para a formação de profissionais altamente qualificados.

Além disso, a unidade integra uma rede de pesquisa com instituições do Brasil, Espanha, Estados Unidos, Alemanha e Itália. “Essas parcerias ampliam a inserção do laboratório em redes globais e fortalecem o intercâmbio científico”, ressalta Marta Monteiro.

O laboratório é coordenado pela professora Marta Chagas Monteiro, com apoio dos professores Nélio Teixeira Machado e Emanuel Negrão Macedo. Ele vai atuar como ponte entre a academia, o setor produtivo e a sociedade. A proposta é fortalecer a bioeconomia regional por meio da ciência translacional, transformando descobertas científicas em soluções práticas.

Glossário

  • INCT: Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia
  • Bioeconomia circular: Modelo que reaproveita recursos biológicos de forma sustentável
  • Ciência translacional: Área que converte descobertas científicas em aplicações práticas
  • Química verde: Conjunto de práticas químicas sustentáveis e com menor impacto ambiental

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