• A Maratona Feminina de Programação 2026 abre inscrições gratuitas até 20 de maio para mulheres e pessoas não-binárias da América Latina.
  • A UFAM será sede local da primeira fase, com programação presencial em Manaus no dia 23 de maio, das 12h às 18h.
  • A competição usa cotas regionais: seis vagas reservadas para a região Norte na fase final na UNICAMP.

A Maratona Feminina de Programação 2026 chega a Manaus com sede presencial na Universidade Federal do Amazonas (UFAM). A primeira fase ocorre no dia 23 de maio, com programação das 12h às 18h (horário local), e as inscrições seguem abertas gratuitamente até 20 de maio. O evento é voltado para mulheres e pessoas não-binárias matriculadas em instituições de ensino superior ou médio da América Latina.

Organizada pela Sociedade Brasileira de Computação (SBC) e apoiada pelo Instituto de Computação da UNICAMP, a competição existe para reduzir uma desigualdade concreta: mulheres ainda são minoria nos cursos de computação e quase ausentes nas grandes competições de programação do continente. A MFP nasceu justamente para mudar esse quadro, criando um espaço de disputa pensado para esse público.

Como funciona a Maratona Feminina de Programação

O formato é individual. As participantes têm um tempo determinado para resolver o maior número possível de problemas algorítmicos. A competição segue o modelo da Maratona de Programação da SBC, com regras adaptadas da ICPC, o principal campeonato universitário de computação do mundo.

A edição 2026 tem duas fases. A primeira, eliminatória, acontece online pelo Codeforces no dia 23 de maio. A segunda fase, presencial, ocorre nos dias 1 e 2 de agosto no Instituto de Computação da UNICAMP, em Campinas. As 130 vagas para a final são distribuídas por critérios que incluem classificação geral, região geográfica e cotas para grupos sub-representados.

Para a região Norte, o regulamento reserva 6 vagas específicas na fase final, além das vagas gerais e das cotas para pessoas pretas e pardas, mulheres trans, pessoas não-binárias, indígenas e com deficiência.

A sede da UFAM em Manaus

Quem quiser competir com outras participantes no mesmo ambiente pode se inscrever na sede local da UFAM. A programação do dia começa às 12h com abertura e instruções, passa por um aquecimento (warm-up) no Codeforces das 13h às 14h, e a prova em si vai das 14h30 às 17h30. O encerramento acontece às 18h.

A inscrição na sede é gratuita e separada da inscrição geral na MFP. Participantes precisam fazer as duas: inscrição como competidora (ensino superior) ou inscrição como treineira (ensino médio e técnico), além do formulário específico da sede UFAM.

A participação presencial na sede não é obrigatória: a prova pode ser feita de qualquer local com acesso à internet. Mas competir na sede permite trocar experiências com outras participantes da região e viver o ambiente de competição coletivo, algo que a organização considera parte do propósito do evento.

Quem pode participar

São elegíveis como competidoras mulheres e pessoas não-binárias regularmente matriculadas em cursos de graduação ou no primeiro ano de mestrado em instituições latino-americanas. Estudantes do ensino médio e técnico podem participar como treineiras na primeira fase, sem concorrer a vagas para a final, mas com direito a certificado e premiação para as melhores classificadas de cada ano do ensino médio.

No ato da inscrição, é obrigatório anexar comprovante de matrícula. Estudantes de pós-graduação além do primeiro ano de mestrado não são elegíveis.

Uso de IA é proibido; consulta impressa é permitida

Durante as provas, é permitida a consulta de materiais impressos, como anotações e algoritmos selecionados previamente. O acesso à internet é proibido. O uso de ferramentas de inteligência artificial ou cópia de código de qualquer fonte online resulta em desclassificação imediata e proibição de participação em edições futuras. Todas as soluções passam por verificação de plágio.

As linguagens aceitas são: C, C++, Java, Python, JavaScript e Pascal. Os programas são compilados em ambiente Linux.

Um grupo de mulheres sentadas em um gramado. Todas estão de camisas rosas
Até o momento, nenhuma amazonense subiu ao pódio do evento nacional – Fotos: Divulgação

Premiação e certificados

As nove melhores classificadas na fase final recebem medalhas: três de ouro, três de prata e três de bronze. Todas as participantes que completarem a primeira fase recebem certificado de participação. Na fase final, o certificado, que inclui carga horária, exige presença nos dois dias do evento.

Despesas com deslocamento e hospedagem para a fase final são, em princípio, por conta das participantes. A organização pode oferecer auxílio financeiro parcial, a ser divulgado em edital separado. Classificadas para a segunda fase também podem buscar apoio junto à própria universidade.

Leia o edital abaixo para mais informações.

Glossário

  • MFP: Maratona Feminina de Programação, competição individual de programação voltada a mulheres e pessoas não-binárias da América Latina.
  • SBC: Sociedade Brasileira de Computação, entidade que organiza a MFP e a Maratona de Programação nacional.
  • ICPC: International Collegiate Programming Contest, maior competição universitária de programação do mundo, cujas regras servem de base para a MFP.
  • Codeforces: Plataforma online usada para submissão e julgamento automático de soluções nas provas da MFP.
  • Treineira: Categoria da MFP para estudantes do ensino médio e técnico, que participam da primeira fase sem concorrer à fase final.
  • Warm-up: Sessão de aquecimento anterior à prova oficial, com problemas de menor dificuldade para ambientação com a plataforma.

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