- Ufam inaugura o Planetário do Médio Solimões, primeiro planetário fixo do Amazonas, no campus de Coari.
- Projeto de R$ 500 mil integra ensino, pesquisa e extensão com sessões imersivas Fulldome para diferentes faixas etárias.
- Equipamento reforça a interiorização da ciência, o ensino de Astronomia e o acesso à divulgação científica no Médio Solimões.
O Instituto de Saúde e Biotecnologia (ISB) da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), em Coari, inaugurou o Planetário do Médio Solimões, primeiro planetário permanente do Amazonas e terceiro da Região Norte. Instalado no campus do ISB, o espaço tem cúpula imersiva para simulação do céu e do universo, capacidade para até 30 pessoas por sessão e será usado em atividades de ensino, pesquisa, extensão e formação de professores em Astronomia.
O planetário nasceu a partir do projeto “1º Planetário do Médio Solimões”, elaborado pelos professores Jefferson Ferreira dos Santos e Tiago Gonçalves Santos, do curso de Licenciatura em Matemática e Física. A proposta recebeu 1.204 votos em consulta pública e foi contemplada com R$ 500 mil, valor máximo previsto em edital, por meio de emenda parlamentar do deputado federal Amom Mandel.
Estrutura, gestão e público atendido
Vinculado ao curso de Matemática e Física do ISB/Ufam, o Planetário do Médio Solimões já recebeu mais de 500 visitantes desde o início das atividades. A cúpula de projeção permite simular o céu noturno, o Sistema Solar, galáxias e fenômenos astronômicos, em sessões imersivas voltadas a estudantes, professores e comunidade em geral.
A coordenação do espaço é realizada pelo professor doutor Jefferson Ferreira dos Santos, idealizador do projeto, e pelo vice-coordenador, professor doutor Tiago Gonçalves Santos
Interiorização da ciência no Médio Solimões
Durante a cerimônia de inauguração, Jefferson Ferreira dos Santos ressaltou o peso simbólico de instalar um planetário fixo no interior do estado:
“Poucos imaginariam que o primeiro planetário fixo do Amazonas seria instalado aqui em Coari. O que inauguramos hoje não é apenas um equipamento. É uma afirmação de que a ciência também mora no interior e que o céu da Amazônia merece ser estudado, observado e celebrado por quem vive debaixo dele”.
O deputado federal Amom Mandel, responsável pela emenda que viabilizou o projeto, destacou a importância do acesso à ciência para crianças e jovens do interior. Segundo ele, o planetário e o futuro observatório vão permitir que estudantes tenham contato com conteúdos que muitas vezes não chegam à sala de aula.
A reitora da Ufam, professora doutora Tanara Lauschner, reforçou que investimentos em infraestrutura científica no interior fortalecem a presença da universidade e ampliam ações de ensino, pesquisa e extensão. Para ela, projetos como o planetário contribuem para a formação acadêmica, aproximam a instituição da sociedade e mostram a relevância do investimento contínuo para o desenvolvimento regional.
Planetário como ferramenta de ensino e extensão
O Planetário do ISB/Ufam foi concebido como um espaço de divulgação científica e de fortalecimento do ensino de Astronomia no Médio Solimões. Integrado às ações de ensino, pesquisa e extensão da universidade, o equipamento busca aproximar a ciência da comunidade por meio de experiências imersivas, dinâmicas e interativas.
Entre as atividades previstas estão sessões na cúpula, oficinas, palestras, observações astronômicas com telescópios e ações em escolas públicas. A proposta é articular teoria e prática, despertando o interesse científico e contribuindo para a formação de estudantes da educação básica, licenciandos e professores em serviço.
O planetário também funciona como suporte às disciplinas dos cursos de Matemática, Física, Biologia e Química do ISB/Ufam, ampliando o alcance das ações de extensão universitária e consolidando o espaço como ponto de encontro entre universidade e sociedade.
Sessões em exibição: do público infantil ao jovem
“Da Terra ao Universo”
Uma das sessões em cartaz é baseada no filme “From Earth to the Universe”, produzido pelo European Southern Observatory (ESO). A experiência apresenta o Sistema Solar, outros mundos e a imensidão de galáxias, com imagens de alta resolução e narrativa voltada à compreensão do lugar da Terra no cosmos.
As projeções são do tipo Fulldome, com imagens em toda a cúpula, criando um ambiente imersivo. A sessão tem aproximadamente 30 a 35 minutos, é classificada como livre e recomendada para público a partir de 12 anos, por abordar conceitos e teorias que exigem maior capacidade de abstração.
- Título original: From Earth to the Universe
- Duração: cerca de 30 min
- País de origem: Alemanha
- Produtor: European Southern Observatory (ESO)
- Diretor: Theofanis N. Matsopoulos
- Ano: 2016
- Classificação: Livre (recomendado para 12+)
“As Aventuras Espaciais do Ted”
Voltada ao público infantil, a sessão “As Aventuras Espaciais do Ted” apresenta a jornada do ursinho Ted e de sua amiga Planta pelo Sistema Solar. O roteiro trabalha curiosidade científica e temas como amizade, possibilidade de vida em outros planetas e características dos planetas do Sistema Solar.
A atividade é conduzida de forma ao vivo e interativa, com linguagem adaptada para crianças entre 3 e 5 anos, e pode atender também o público infantil de até 10 anos. A projeção é imersiva em cúpula Fulldome, com cerca de 25 minutos de duração.
- Título original: As Aventuras Espaciais de TED
- Duração: aproximadamente 25 min
- Ano: 2018
- Classificação: Livre
- Área disciplinar: Ciências da natureza e Astronomia
Como agendar visitas ao Planetário do Médio Solimões
O agendamento de sessões para escolas, grupos e público em geral pode ser feito pelo site oficial do planetário: https://www.planetarioisb.com.br/.
Glossário
- Planetário: Espaço com cúpula de projeção usado para simular o céu, o Sistema Solar e outros fenômenos astronômicos, com fins educativos e de divulgação científica.
- Fulldome: Tecnologia de projeção que cobre toda a superfície interna da cúpula, criando experiência imersiva em 360 graus.
- Extensão universitária: Conjunto de ações que aproximam a universidade da sociedade, levando conhecimento científico e tecnológico para além do campus.
- Divulgação científica: Atividades que traduzem resultados e conceitos da ciência para linguagem acessível ao público geral, sem perder rigor técnico.
