• UEA obtém credenciamento nacional do Cati para atuar em PD&I em TICs.
  • Universidade ganha escala nacional e amplia inserção no sistema de inovação.
  • Credenciamento em Tecnologias da Informação e Comunicação fortalece parcerias e captação de recursos.
  • Pesquisadores e estudantes terão mais oportunidades em projetos tecnológicos estratégicos.

A Universidade do Estado do Amazonas (UEA) conquistou credenciamento nacional para atividades de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I) em Tecnologias da Informação e Comunicação (TICs), após ser habilitada pelo Comitê da Área de Tecnologia da Informação (Cati), vinculado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). Com a resolução publicada em 2024, a instituição passa a atuar, em todo o país, no âmbito da Lei de Informática Nacional, ampliando sua inserção no sistema brasileiro de ciência, tecnologia e inovação.

O credenciamento junto ao Cati consolida a UEA como polo amazônico de inovação com projeção nacional, fortalecendo sua capacidade de desenvolver projetos de alta complexidade tecnológica e de atrair investimentos em pesquisa aplicada voltada à Amazônia.

Para o reitor da UEA, Prof. Dr. André Zogahib, o reconhecimento tem peso estratégico para o futuro da instituição e da região.

“Este credenciamento reafirma o compromisso da UEA com a excelência acadêmica e com a inovação tecnológica como instrumentos de transformação social e desenvolvimento regional. Estamos fortalecendo a presença da universidade no cenário nacional de ciência, tecnologia e inovação, contribuindo, de forma estratégica, para o futuro da Amazônia e do Brasil.”

O Cati é o comitê responsável por analisar e credenciar instituições que podem executar projetos de PD&I em TICs com recursos da Lei de Informática, política pública que estimula investimentos privados em pesquisa tecnológica no país. Mais detalhes sobre o comitê e suas atribuições podem ser consultados no site oficial do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação.

UEA ganha escala nacional em PD&I em TICs

De acordo com o diretor da Agência de Inovação e Propriedade Intelectual da UEA (Agin), Prof. Dr. Alcian Pereira de Souza, o credenciamento representa uma mudança de patamar para a universidade, que deixa de atuar apenas como executora regional para ser reconhecida nacionalmente em projetos de TICs.

“O credenciamento junto ao Cati, no MCTI, representa um salto de escala e de abrangência nacional, posicionando a UEA não apenas como executora regional, mas como uma instituição com capacidade reconhecida nacionalmente para operar projetos de alta complexidade tecnológica, em consonância com o pensamento da Reitoria da universidade.”

Com a habilitação, a UEA passa a integrar de forma mais robusta o sistema nacional de inovação, somando-se a outras Instituições Científicas, Tecnológicas e de Inovação (ICTs) que já operam com recursos da Lei de Informática. Isso reforça a posição da universidade como referência em PD&I em Tecnologias da Informação e Comunicação, com foco em soluções para os desafios amazônicos.

O credenciamento também alinha a UEA às diretrizes da Estratégia Brasileira para a Transformação Digital, que incentiva o uso de TICs para promover desenvolvimento econômico, inclusão social e sustentabilidade.

Mais parcerias, recursos e competitividade em inovação

Um dos principais impactos práticos do credenciamento em TICs é a ampliação do leque de parcerias possíveis com empresas, órgãos públicos e outras instituições de pesquisa em todo o território nacional. A UEA passa a ter condições de liderar ou integrar projetos que combinem diferentes mecanismos de fomento à inovação.

Segundo Alcian Pereira de Souza, o diferencial está na possibilidade de articular instrumentos como a Lei de Informática e a Lei do Bem (Lei n.º 11.196/2005), que concede incentivos fiscais a empresas que investem em pesquisa e desenvolvimento tecnológico no Brasil. Informações detalhadas sobre a Lei do Bem podem ser encontradas na página da Finep, agência pública de fomento à inovação.

“O diferencial central está na ampliação do escopo territorial e institucional das parcerias, bem como na diversificação das fontes de recursos, possibilitando que a UEA passe a executar projetos que combinem recursos da Lei de Informática com incentivos da Lei do Bem”,

ressalta o diretor da Agin.

Na prática, isso significa maior competitividade da UEA na captação de projetos estratégicos em TICs, com potencial para atrair empresas interessadas em desenvolver soluções tecnológicas ancoradas na realidade amazônica, como sistemas de monitoramento ambiental, aplicações em bioeconomia, cidades inteligentes e tecnologias para saúde digital.

Ao fortalecer seu ecossistema de inovação, a universidade contribui para a geração de empregos qualificados, a criação de startups de base tecnológica e a interiorização do desenvolvimento científico no Amazonas.

Impactos para pesquisadores, estudantes e para a Amazônia

O credenciamento nacional em Tecnologias da Informação e Comunicação também traz efeitos diretos para a comunidade acadêmica da UEA. A expectativa é de ampliação das redes de cooperação científica e tecnológica, com destaque para a atuação da Escola Superior de Tecnologia (EST), que concentra parte importante da produção em TICs na instituição.

Segundo Alcian, a habilitação fortalece a capacidade da UEA de trabalhar em redes interinstitucionais de PD&I com outras ICTs brasileiras, aumentando o número de projetos colaborativos, patentes e ativos tecnológicos gerados a partir da pesquisa realizada no estado.

“A UEA, notadamente por intermédio da EST, fortalece sua capacidade de cooperação com outras ICTs em redes interinstitucionais de PD&I, ampliando a geração de patentes e demais ativos tecnológicos e consolidando sua posição como polo amazônico de inovação com projeção nacional”,

destaca o diretor da Agin.

Para estudantes de graduação e pós-graduação, a tendência é de aumento de oportunidades em bolsas de pesquisa, estágios em projetos tecnológicos, participação em laboratórios de inovação e interação com empresas parceiras. Isso contribui para formar profissionais mais preparados para atuar em áreas estratégicas de TICs, tanto no setor público quanto no privado.

Do ponto de vista regional, o credenciamento reforça o papel da UEA como agente estratégico para o desenvolvimento sustentável da Amazônia, ao direcionar esforços de PD&I para temas como conservação ambiental, economia de base florestal, inclusão digital e soluções tecnológicas adaptadas às realidades urbanas e ribeirinhas.

Glossário

  • TICs (Tecnologias da Informação e Comunicação): Conjunto de tecnologias usadas para produzir, armazenar, transmitir e processar informações, como redes, softwares, sistemas e serviços digitais.
  • PD&I (Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação): Atividades que vão da investigação científica básica à criação e aprimoramento de produtos, processos e serviços inovadores.
  • Lei de Informática: Conjunto de normas que concede incentivos fiscais a empresas que investem em pesquisa e desenvolvimento em TICs no Brasil, mediante contrapartidas em projetos de PD&I.
  • Lei do Bem: Legislação que oferece incentivos fiscais a empresas que realizam investimentos em pesquisa tecnológica e inovação, estimulando a aproximação entre setor produtivo e instituições de pesquisa.
  • ICT (Instituição Científica, Tecnológica e de Inovação): Organização pública ou privada que desenvolve pesquisa científica ou tecnológica e promove inovação, como universidades, institutos de pesquisa e centros tecnológicos.

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