Suframa impulsiona Distrito Agropecuário com bioeconomia
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  • Suframa lançou projeto para fortalecer o Distrito Agropecuário da Suframa em parceria com CBA, Sidia e Idesam.
  • A iniciativa visa integrar o DAS ao Polo Industrial de Manaus, com foco em bioeconomia amazônica.
  • Entre as ações estão tecnologias como eDNA, bioacústica e rastreabilidade de produtos da sociobiodiversidade.
  • Projeto pode gerar inclusão socioeconômica e transformar a economia da região Norte com desenvolvimento sustentável.

Na manhã desta quarta-feira (23), a Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa) discutiu um novo projeto voltado ao desenvolvimento e fortalecimento do Distrito Agropecuário da Suframa (DAS). A proposta foi apresentada durante reunião com representantes do Centro de Bionegócios da Amazônia (CBA), do Sidia Instituto de Ciência e Tecnologia e do Instituto de Conservação e Desenvolvimento Sustentável da Amazônia (Idesam), além da participação da Fundação UE.

O objetivo do projeto é ampliar a capacidade do DAS de fornecer produtos e serviços ao Polo Industrial de Manaus (PIM), conectando a produção agropecuária regional às demandas industriais. A iniciativa será executada ao longo de três anos, dividida em quatro etapas, com foco no desenvolvimento territorial sustentável e na valorização da bioeconomia amazônica.

Entre as ações previstas estão o mapeamento de soluções já existentes no DAS, a aceleração de iniciativas com potencial de escala e a estruturação de cadeias produtivas baseadas na sociobiodiversidade da região.

Projeto fortalece bioeconomia no Distrito Agropecuário da Suframa

De acordo com o diretor de Bionegócios do CBA, Carlos Henrique Carvalho, a proposta reúne a experiência de mais de 20 anos do CBA com a expertise técnica do Sidia e do Idesam. O foco principal é alinhar o DAS às necessidades do setor industrial, promovendo inovação e sustentabilidade.

“É uma ação conjunta que reúne a experiência de mais de 20 anos do CBA e a expertise do Sidia e do Idesam, com o objetivo de conectar o DAS às demandas da indústria e impulsionar a bioeconomia regional”, afirmou Carvalho.

O projeto também visa tornar o Distrito Agropecuário uma referência em soluções sustentáveis, com destaque para produtos como óleos, manteigas, extratos e fibras de origem amazônica. Todos com rastreabilidade e repartição de benefícios, conforme princípios da bioeconomia.

Como a inovação impacta o agronegócio amazônico?

As soluções propostas vão além da produção agrícola tradicional. O projeto inclui:

  • Monitoramento da biodiversidade com tecnologias como eDNA (DNA ambiental) e bioacústica.
  • Produção de insumos para restauração ecológica, como mudas de espécies nativas e biofertilizantes específicos.
  • Bioprospecção ética para identificação de compostos com potencial industrial.

Essas tecnologias ampliam o valor agregado dos produtos regionais e reforçam a integração entre o setor agropecuário e o industrial. Também contribuem para a conservação ambiental, ao promoverem o uso sustentável dos recursos naturais da Amazônia.

O superintendente da Suframa, Bosco Saraiva, destacou a importância da iniciativa como parte de uma mudança estratégica na atuação da autarquia.

“Durante muito tempo, o foco esteve quase exclusivamente na indústria. Projetos como esse nos ajudam a valorizar o potencial do Distrito Agropecuário e a construir uma Zona Franca mais integrada e diversificada”, afirmou Saraiva.

Três metas do projeto para os próximos anos

  1. Mapeamento e aceleração de soluções já existentes no DAS.
  2. Criação de cadeias de valor sustentáveis com rastreabilidade.
  3. Integração com o Polo Industrial de Manaus para fornecimento de insumos e serviços.

O superintendente-adjunto executivo da Suframa, Luiz Frederico Aguiar, também participou da reunião e reforçou o compromisso da autarquia com iniciativas que promovam o desenvolvimento regional sustentável.

Impactos para a Amazônia

O fortalecimento do Distrito Agropecuário da Suframa tem potencial para transformar a dinâmica econômica da região Norte. Ao integrar cadeias produtivas da floresta com a indústria de base tecnológica do PIM, o projeto promove um modelo de desenvolvimento mais justo e ambientalmente responsável.

Além disso, a valorização da sociobiodiversidade amazônica pode gerar oportunidades para comunidades tradicionais e agricultores familiares, ampliando a inclusão socioeconômica e a conservação dos ecossistemas.

Glossário

  • Suframa: Superintendência da Zona Franca de Manaus, autarquia vinculada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços.
  • DAS: Distrito Agropecuário da Suframa, área voltada à produção agropecuária integrada ao modelo da Zona Franca.
  • CBA: Centro de Bionegócios da Amazônia, instituição que promove soluções de bioeconomia na região.
  • Sidia: Instituto de Ciência e Tecnologia que atua com inovação e desenvolvimento tecnológico.
  • Idesam: Instituto de Conservação e Desenvolvimento Sustentável da Amazônia, ONG que atua com projetos socioambientais.
  • eDNA: DNA ambiental, técnica que identifica espécies por meio de vestígios genéticos no ambiente.
  • Bioacústica: Estudo de sons emitidos por organismos vivos, usado para monitoramento ambiental.

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