Projeto Circuito Dramel de Arte transforma lixo em arte
Foto: Paulo Moura
  • O projeto Circuito Dramel de Arte envolveu mais de 400 alunos em Iranduba (AM) com oficinas de arte sustentável.
  • As esculturas feitas com garrafas PET e serragem serão exibidas ao ar livre no Sítio Dramel, modelo de agroecologia.
  • Alunos relatam mudança de percepção sobre o lixo e descobrem potencial empreendedor com arte reciclável.
  • O projeto inspira transformação social e ambiental, influenciando famílias e valorizando a floresta como aliada do futuro.

O projeto Circuito Dramel de Arte envolveu mais de 400 alunos de quatro escolas municipais de Iranduba (AM), a 36 km de Manaus. A iniciativa, que une educação ambiental e arte, promove oficinas de reaproveitamento de resíduos e conta com o apoio da Transportadora Associada de Gás (TAG) e da WEG. As obras criadas pelos estudantes serão expostas no Sítio Dramel, uma propriedade agroecológica da região.

Educação ambiental com arte e criatividade

Na primeira etapa, alunos do 6º ao 9º ano participaram de oficinas práticas. O objetivo: transformar resíduos em esculturas inspiradas na fauna amazônica.

Entre os materiais usados estão garrafas PET, ferro e serragem. As peças, como garças e outros animais, serão exibidas em uma galeria a céu aberto no sítio.

Para a estudante Ana Clara Saraiva, do 6º ano, a experiência mudou sua percepção: “Antes qualquer garrafa eu achava que era lixo. Hoje eu sei que dá pra transformar tudo em algo novo”.

Empreendedorismo e impacto social

Além da consciência ambiental, o projeto despertou o olhar empreendedor dos jovens. “Dá até para faturar um dinheiro com o que a gente cria”, afirma Débora Santos da Costa, também do 6º ano.

O idealizador do projeto, Joaquim Alberto da Silva, professor e proprietário do sítio, destaca a mudança de comportamento: “O que seria lixo virou arte, e esta arte está mudando o jeito como essas crianças veem o mundo”.

Galeria ecológica no Sítio Dramel

Com 7,5 hectares, o Sítio Dramel é um modelo de agroecologia. Lá, tudo se reaproveita: o pó de serragem das caixas de abelha vira cama de galinha e, depois, adubo orgânico.

O local abriga uma Sapopemba centenária, onde vive um ninho de abelhas Jandaíras, nativas da Amazônia e sem ferrão.

As esculturas dos alunos formarão um acervo permanente ao ar livre. “Agora minha arte vai ficar num lugar onde muita gente vai ver”, comemora Maísa Ketllen de Souza, do 8º ano.

Floresta como aliada do futuro

Para Joaquim, a floresta é parte da solução: “Ela não é um obstáculo ao progresso, mas um aliado”.

As abelhas, segundo ele, são essenciais: “Sem florada não tem mel. Sem mel não tem floresta viva”.

Mais do que um projeto ambiental, o Circuito Dramel é uma semente de transformação. Os alunos levam o aprendizado para casa, influenciando famílias e comunidades.

Sobre a TAG

A Transportadora Associada de Gás (TAG) opera a maior rede de gasodutos do Brasil, com 4.500 km em 10 estados e quase 200 municípios.

No Amazonas, são 800 km de dutos, com 1 ponto de entrada e 12 de saída. A TAG atende a Cigás, distribuidora local de gás natural.

Seus acionistas são a ENGIE (50%), líder em energia renovável, e o CDPQ (50%), grupo global de investimentos.