- Prêmio Finep Norte 2025 premiou projetos de inovação sustentável em Manaus, nesta quarta-feira, 24 de setembro.
- Entre os vencedores estão Belém Bioenergia, UFNT, UFOPA, BioAmazon e Fundação FPF Tech.
- A iniciativa fortalece ciência, tecnologia e inovação na Amazônia, impulsionando a bioeconomia e a competitividade nacional.
O Prêmio Finep Norte 2025 destacou, nesta quarta-feira (24), em Manaus, projetos que estão transformando a inovação na Amazônia. A premiação celebrou iniciativas de universidades, empresas e institutos que aplicam ciência e tecnologia para promover sustentabilidade, competitividade e inclusão social na região.
O evento reuniu finalistas de diferentes áreas estratégicas, escolhidos entre 144 projetos de todo o país. Os vencedores regionais agora disputarão a etapa nacional, que acontece em dezembro, no Palácio do Planalto, em Brasília.
Cadeias agroindustriais sustentáveis premiadas
Na categoria Cadeias Agroindustriais Sustentáveis, a vencedora foi a Belém Bioenergia Brasil, com um projeto que transforma resíduos da extração de óleo de palma em biofertilizantes. A solução reduz o uso de químicos e garante o aproveitamento correto de resíduos.
O diretor industrial Thiago da Silva Costa ressaltou: “Esse prêmio coroa dois anos de trabalho intenso da equipe, com apoio da FINEP e de nossos parceiros”.
Saúde e tecnologia com impacto regional
A Universidade Federal do Norte do Tocantins (UFNT) venceu na categoria Complexo Econômico Industrial da Saúde. O projeto integra microscopia celular e sequenciamento genético, apoiando desde diagnósticos até análise de qualidade ambiental.

A pró-reitora Quênia Ferreira Rodrigues afirmou que o reconhecimento “impulsiona jovens cientistas, especialmente mulheres, a se maravilharem com a ciência e seguirem avançando”.
Mobilidade sustentável com barco voador
Na categoria Infraestrutura, Saneamento, Moradia e Mobilidade Sustentáveis, o destaque foi a Barco Voador Engenharia e Desenvolvimento, com o Volitan, um veículo de efeito solo adaptado à realidade amazônica. O projeto mistura características de barco e avião, tornando a logística mais ágil e sustentável.

O diretor executivo Lucas Guimarães destacou: “Nosso propósito é transformar a mobilidade na região sem abrir mão do respeito à natureza”.
Inteligência artificial na bioeconomia
A categoria Transformação Digital da Indústria premiou a Getter, que usa inteligência artificial para otimizar a produção de óleo de castanha. A tecnologia identifica sementes contaminadas e garante qualidade superior do produto.
Segundo o CEO Rufo Paganini, o projeto leva dignidade social e econômica a comunidades ribeirinhas e indígenas, fortalecendo a bioeconomia amazônica.
Bioeconomia e transição energética
A Universidade Federal do Oeste do Pará (UFOPA) venceu na categoria Bioeconomia, Descarbonização e Segurança Energética, com um projeto que integra a produção de mandioca e peixes, desenvolvendo tecnologias sociais para comunidades locais.
A professora Michele Midori Sena Fujimura destacou: “Nosso trabalho é voltado para o povo da Amazônia e busca aliar ciência, desenvolvimento econômico e inclusão social”.
Deep tech com inovação em bioinsumos
Na categoria Deep Tech, a vencedora foi a BioAmazon, com o BMZ FarmSelf, um bioinsumo sustentável desenvolvido a partir de micro-organismos amazônicos, aplicado em culturas como milho, café e guaraná.
O CEO Augusto Buquer afirmou que o prêmio “reforça a importância da ciência como motor de desenvolvimento e riqueza para o Brasil”.
Ambiente de inovação e novos ecossistemas
A Fundação Amazônica de Amparo à Pesquisa e Desenvolvimento Tecnológico (FPF Tech) venceu a categoria Ambiente de Inovação com o Hawk Innovation Center, em Manaus. O espaço será um hub para integrar universidades, startups e empresas.
Segundo o head de inovação Alexandre Amorim de Sousa Cruz, o centro vai consolidar a Amazônia como polo de tecnologia e empreendedorismo.
Reconhecimento às mulheres na ciência
O prêmio Medalha Niède Guidon, que reconhece projetos coordenados por mulheres, foi concedido ao Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA). A pesquisadora Cecília Verônica Nunes coordena o projeto que fortalece a bioeconomia regional.

Ela afirmou: “Esse reconhecimento valoriza o trabalho das cientistas e reforça a importância do investimento contínuo em ciência e tecnologia”.
Por que isso importa
O Prêmio Finep é estratégico para o país. Ele evidencia como a inovação pode ser motor de desenvolvimento sustentável e competitividade. Na região amazônica, os projetos premiados fortalecem cadeias produtivas locais, incentivam a pesquisa científica e geram impacto social direto.
Os vencedores regionais receberão o Selo Finep de Inovação 2025 e disputarão a etapa nacional, reforçando o papel da ciência brasileira no cenário internacional.
Glossário
- Bioeconomia: Economia baseada no uso sustentável de recursos biológicos.
- Efeito solo: Fenômeno aerodinâmico que permite veículos se deslocarem próximos à superfície da água.
- Deep Tech: Startups de base científica e tecnológica avançada, com alto impacto potencial.
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