<details class=”caixa-resumo”>
<summary></summary>
<ul>
<li>Estudo aponta prioridades de ciência, tecnologia e inovação no Amazonas.</li>
<li>Diagnóstico combina oficinas locais, indicadores de P&D e análise de cadeias produtivas.</li>
<li>Ciência, tecnologia e inovação orientam bioeconomia e desenvolvimento sustentável regional.</li>
</ul>
</details>

Um diagnóstico sobre ciência, tecnologia e inovação no Amazonas aponta caminhos para fortalecer a bioeconomia e as cadeias produtivas locais. O estudo (disponível abaixo), elaborado pelo Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE), reúne dados recentes, oficinas com atores regionais e análise de indicadores para orientar políticas públicas e estratégias de desenvolvimento sustentável no estado.

A iniciativa integra um projeto nacional voltado à Amazônia Legal e busca identificar necessidades prioritárias em pesquisa e desenvolvimento. O foco recai sobre a articulação entre conhecimento científico, uso sustentável dos recursos naturais e geração de renda nas comunidades.

Investimentos e capacidade científica no Amazonas

Entre 2018 e 2020, o Amazonas registrou o maior percentual de investimento estadual em pesquisa e desenvolvimento em relação ao Produto Interno Bruto entre os estados da Amazônia Legal, com 0,54%. Apesar do destaque regional, o índice ainda representa pouco mais da metade da média nacional no período.

O estado também apresenta uma estrutura relevante de formação acadêmica. São 69 programas de mestrado, o segundo maior número da região. A projeção indica crescimento acelerado na formação de doutores, com expectativa de alcançar 21 profissionais por 100 mil habitantes até 2031.

No campo industrial, a Zona Franca de Manaus segue como eixo estruturante. Cerca de 32% das exportações são de produtos de média e alta intensidade tecnológica, como eletroeletrônicos e motocicletas, o que diferencia o estado do restante da Amazônia Legal.

Cadeias produtivas e papel da inovação

O estudo identifica cadeias produtivas estratégicas que combinam potencial econômico e relevância ambiental. Entre elas estão a piscicultura, com espécies como pirarucu e tambaqui, além de produtos florestais como copaíba, andiroba e guaraná.

A aplicação de ciência e tecnologia nessas cadeias pode ampliar a rastreabilidade, melhorar a qualidade dos produtos e facilitar o acesso a novos mercados. Também há espaço para o desenvolvimento de fitoterápicos e cosméticos a partir da biodiversidade regional.

Nas oficinas realizadas com comunidades e instituições locais, foram apontados ganhos diretos:

  • Geração de renda em cadeias extrativistas e agroindustriais
  • Criação de empregos qualificados em energia e tecnologia
  • Ampliação da bioeconomia com base em recursos naturais

Desafios estruturais persistem

Apesar do potencial, o diagnóstico evidencia entraves recorrentes. A logística aparece como um dos principais gargalos, com custos elevados de transporte e dificuldades de escoamento da produção.

Também há limitações no acesso à internet e infraestrutura tecnológica em áreas rurais, o que dificulta a organização produtiva e a adoção de soluções digitais.

Outros desafios incluem:

  • Falta de certificação para inserção em mercados internacionais
  • Escassez de mão de obra qualificada em tecnologia e bioeconomia
  • Baixa integração entre políticas públicas e realidades regionais

Tecnologia aplicada à sustentabilidade

O estudo destaca áreas emergentes com potencial de impacto direto no desenvolvimento regional. A energia solar já é utilizada em comunidades isoladas, embora ainda existam limitações no armazenamento e distribuição.

Projetos de hidrogênio verde começam a ser testados, com foco na descarbonização da matriz energética. Já a telemedicina surge como solução para ampliar o acesso à saúde em regiões remotas.

No campo ambiental, tecnologias voltadas ao manejo sustentável e à certificação de produtos contribuem para a conservação da floresta e redução de emissões de carbono.

Políticas públicas e integração regional

O levantamento também mapeia programas federais e estaduais que atuam no fortalecimento da inovação e da bioeconomia. Entre eles estão iniciativas voltadas ao uso sustentável dos recursos naturais, incentivo a bioinsumos e financiamento de projetos ambientais.

No âmbito estadual, programas buscam conectar a biodiversidade ao setor industrial, estimular a pesquisa aplicada e ampliar a competitividade das cadeias produtivas locais.

A articulação entre esses instrumentos é apontada como essencial para consolidar um modelo de desenvolvimento que combine crescimento econômico, inclusão social e preservação ambiental.

Estudo completo

Glossário

  • CT&I: Ciência, Tecnologia e Inovação, área que integra pesquisa científica e aplicação tecnológica.
  • P&D: Pesquisa e Desenvolvimento, atividades voltadas à geração de conhecimento e inovação.
  • Bioeconomia: Modelo econômico baseado no uso sustentável de recursos biológicos.
  • TICs: Tecnologias da Informação e Comunicação, ferramentas digitais para comunicação e dados.

3 Comentários
Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *