- A Bemol revelou em São Paulo como usa dados e IA para transformar suas operações e tomar decisões estratégicas.
- Sua plataforma de dados alcança 900 colaboradores e integra mais de 400 tabelas SAP para análises em tempo real.
- A inovação inclui agentes de IA e a simplificação da arquitetura com a tecnologia Lakebase para otimizar a performance.
A Bemol está redefinindo suas operações na região amazônica. A empresa utiliza dados e inteligência artificial (IA) de forma estratégica. Essa abordagem visa otimizar processos internos. Além disso, busca democratizar o acesso à informação. A estratégia completa foi detalhada no dia 3 de setembro de 2025. A apresentação ocorreu durante o Databricks AI Summit, em São Paulo (SP). O evento reuniu líderes de tecnologia da América Latina.
O case, intitulado “Do Streaming ao Insight”, foi apresentado por Júlio Rezende. Ele é o Data Engineer Lead da Bemol. A palestra destacou a jornada da companhia. Uma jornada de transformação digital que coloca os dados no centro das decisões. O foco é gerar valor para o negócio. E, consequentemente, para o cliente final.
Como a Bemol estrutura seus dados?
A jornada da Bemol com engenharia de dados começou em 2021. Desde então, a empresa construiu uma base sólida. Hoje, 28 setores da companhia já se beneficiam dessa estrutura. Eles utilizam dados em lote ou em tempo real. Isso proporciona agilidade e precisão.
Essa capacidade de análise permite um apoio decisivo. As equipes ganham autonomia para tomar decisões estratégicas. Os insights gerados não ficam restritos a um único departamento. Eles são distribuídos por toda a organização. A cultura de dados se fortalece a cada dia.
Integração e escala com SAP e Databricks
Um dos maiores desafios era integrar seus sistemas legados. A Bemol superou essa barreira de forma eficaz. Atualmente, mais de 400 tabelas do sistema SAP possuem processos em tempo real. Isso é possível graças à integração com a plataforma Databricks. A parceria tecnológica permite processar um fluxo contínuo de eventos.
Grandes volumes de informações brutas são transformados. Eles se tornam dados prontos para análise. Tudo isso com alta velocidade e eficiência. A escalabilidade da solução está garantida. Isso significa que, à medida que a operação cresce, a capacidade de processamento acompanha. O uso de dados e IA se torna cada vez mais robusto.
Democratização: Dados para 900 colaboradores
O maior diferencial do case da Bemol é a democratização. A plataforma de dados não é uma ferramenta de uso restrito. Ela é acessível por toda a empresa. Cerca de 900 colaboradores têm acesso direto às informações. Isso representa uma mudança cultural profunda.
Qualquer funcionário, de qualquer nível, pode se beneficiar. Eles podem criar dashboards personalizados. Podem interagir com modelos de IA. E, o mais importante, podem tomar decisões baseadas em evidências. Os dados deixam de ser um ativo técnico. Eles se tornam uma ferramenta estratégica acessível a todos.
- Autonomia: As equipes podem explorar dados relevantes para suas áreas sem depender de intermediários.
- Inovação: O acesso amplo estimula a criação de novas soluções e a otimização de processos existentes.
- Agilidade: Decisões que antes levavam dias agora podem ser tomadas em minutos, com base em informações atualizadas.
Inovações com Agent Bricks e Lakebase
A Bemol também está na vanguarda da aplicação de IA. A empresa já desenvolve e testa seus próprios agentes inteligentes. Utilizando o recurso Agent Bricks, eles criam assistentes virtuais. Esses agentes são alimentados com dados internos e seguros.
Eles conseguem entender o contexto do negócio. Com isso, geram valor direto para as operações. Seja respondendo a perguntas complexas ou automatizando tarefas. Outra inovação crucial é a adoção da arquitetura Lakebase. Ela simplifica drasticamente o ecossistema de dados.
A tecnologia Lakebase reduz a necessidade de processos de ETL (Extração, Transformação e Carga). Ela permite que dados transacionais sejam usados diretamente. As informações alimentam aplicativos analíticos e modelos de IA. O resultado é um salto em performance e uma arquitetura mais limpa.
O que esperar daqui pra frente
O futuro da infraestrutura de dados da Bemol é híbrido e flexível. A empresa está atenta às movimentações do mercado. Recentemente, a Databricks anunciou a expansão de sua plataforma. Ela passará a operar também na nuvem do Google Cloud. Essa novidade abre um leque de possibilidades.
Para a Bemol, isso significa mais flexibilidade para escalar suas soluções. A estratégia multicloud permite escolher o melhor ambiente para cada carga de trabalho. Isso otimiza custos e garante resiliência. A companhia reforça seu compromisso com a inovação. Tecnologia, propósito e sustentabilidade caminham juntos. O objetivo é construir um futuro mais conectado e eficiente para a Amazônia, combinando a força do varejo com o poder dos dados e IA.
Glossário
- ETL (Extract, Transform, Load): Processo em computação que envolve extrair dados de uma fonte, transformá-los em um formato adequado e carregá-los em um destino final, como um banco de dados.
- IA (Inteligência Artificial): Campo da ciência da computação dedicado a criar sistemas capazes de realizar tarefas que normalmente exigiriam inteligência humana, como aprendizado, raciocínio e tomada de decisão.
- Lakebase: Arquitetura de dados moderna da Databricks que combina as vantagens de data lakes (flexibilidade e baixo custo) com as de data warehouses (confiabilidade e performance), permitindo análises e IA diretamente sobre os dados brutos.
- Streaming de Dados: Processamento e análise de dados em tempo real, à medida que são gerados, permitindo insights e ações imediatas.
- SAP: Empresa alemã criadora de softwares de gestão de empresas. Seu sistema SAP é amplamente utilizado para gerenciar operações de negócios e relações com clientes.
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