- O INDT realiza em 4 de fevereiro workshop online sobre o modelo Embrapii-Sebrae para startups do Amazonas financiarem P&D sem comprometer caixa.
- A parceria Embrapii-Sebrae pode cobrir até 90% do valor de projetos de inovação, reduzindo o custo direto das startups a cerca de 10%.
- O evento mira startups ligadas à Bertha Capital, ao Polo Digital de Manaus e a FIPs Suframa, com palestrantes do INDT e do ecossistema local.
O Instituto de Desenvolvimento Tecnológico (INDT) promove em 4 de fevereiro de 2026, das 15h às 16h (horário de Manaus), um workshop online sobre o modelo Embrapii-Sebrae voltado para startups do ecossistema de inovação amazonense. O objetivo é mostrar como financiar pesquisa e desenvolvimento (P&D) sem comprometer o caixa, com apoio da Embrapii (Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial), do Sebrae, da Bertha Capital e do Polo Digital de Manaus.
A proposta do evento é prática e direta. Apresentar o funcionamento do modelo, detalhar a Linha Embrapii-Sebrae, explicar os critérios de elegibilidade e compartilhar cases reais de startups que já operam com esse tipo de parceria para desenvolver tecnologia.
Por que o workshop Embrapii-Sebrae importa para startups
Inovar exige tempo, equipe e testes. Para startups, o gargalo nem sempre é técnico. É financeiro.
Quando o produto ainda está em validação, investir pesado em pesquisa pode virar risco de sobrevivência. Especialmente em mercados onde o ciclo de venda é longo e o retorno, incerto.
O workshop Embrapii-Sebrae entra como orientação para dividir custos e reduzir incertezas em projetos de inovação. O modelo apresentado permite que startups contratem diretamente uma Unidade Embrapii para desenvolver tecnologia, sem depender de editais ou chamadas pontuais.
Esse formato em fluxo contínuo muda a lógica de planejamento. A startup não precisa ajustar o produto ao calendário de financiamento. O projeto segue a urgência do mercado.
O que será ensinado no workshop
Os organizadores estruturaram o conteúdo em quatro eixos principais, com linguagem voltada ao dia a dia de startups. O foco é tirar dúvidas e evitar erros comuns na busca por recursos.
- O que é o modelo Embrapii e como ele se encaixa na estratégia de crescimento da startup.
- Detalhes da Linha Embrapii-Sebrae, a parceria que reduz o risco financeiro de P&D para pequenos negócios.
- Critérios de elegibilidade, com um checklist prático para solicitar o recurso com segurança.
- Cases reais de startups que já usaram o modelo e aprenderam na execução.
A inscrição é gratuita e ocorre por formulário na página oficial do evento. O público-alvo inclui startups ligadas ao ecossistema da Bertha Capital, da Associação Polo Digital de Manaus (APDM) e de FIPs Suframa.
Como funciona o modelo Embrapii
A Embrapii opera como ponte entre empresas e centros de competência tecnológica. Ela credencia Unidades Embrapii em institutos e universidades para desenvolver projetos de inovação com o setor produtivo.
No Amazonas, o INDT atua como Unidade Embrapii credenciada na área de sistemas para automação da manufatura. Segundo a Suframa, o instituto trabalha com projetos de rede 5G, Inteligência Artificial, Indústria 4.0, Realidade Aumentada e Robótica, com foco em inovação tecnológica para a Amazônia.
O diferencial do modelo está no fluxo contínuo. A empresa negocia diretamente com a Unidade e pode iniciar conversas a qualquer momento, sem esperar chamadas públicas. Para startups, isso permite alinhar o desenvolvimento tecnológico ao timing do mercado.
Linha Embrapii-Sebrae: menos risco financeiro
O workshop destaca a Linha Embrapii-Sebrae, parceria voltada especificamente para micro e pequenas empresas (MPMEs). A ideia é reduzir o peso da contrapartida financeira da startup.
Segundo a Embrapii, a soma dos aportes da instituição e do Sebrae pode chegar a até 90% do valor total do projeto, limitando o custo direto da empresa a cerca de 10%. Esse modelo reduz drasticamente o risco de drenar o caixa em fases de validação tecnológica.
O Sebrae utiliza recursos para apoiar a contrapartida das pequenas empresas, podendo reduzir em até 80% do custo dos investimentos em alguns casos. Com o programa Lab2Mkt, criado pela Embrapii, as startups também podem contar com apoio para etapas finais, como homologações, certificações, lotes piloto e registro de propriedade intelectual.
Esse desenho é relevante porque o risco de P&D é assimétrico. A startup assume incerteza tecnológica e precisa manter a operação ao mesmo tempo. Dividir o custo com instituições reduz a pressão sobre o fluxo de caixa.
Quem são os palestrantes
O evento reúne lideranças do INDT e do ecossistema de inovação local. O objetivo é combinar visão técnica, experiência em execução e leitura de cenário.
- Luana Lobão, Diretora de Inovação do INDT, atua na área educacional e de inovação, com mais de 16 anos de experiência em projetos de tecnologia, desenvolvimento de software e produtos digitais. Possui formação em Processamento de Dados e certificação internacional em Inovação e ESG pela Startse University e Nova SBE.
- Marx Menezes, Diretor de Negócios do INDT, é especialista em transformação digital com 18 anos de experiência no mercado, liderando projetos em robôs autônomos, Indústria 4.0 e tecnologias 5G. Trabalhou em empresas como Motorola, Foxconn, Schneider, Epson e Positivo.
- Vania Thaumaturgo, Head de Relações Institucionais da Bertha Capital, é Presidente do Conselho da Associação Polo Digital de Manaus, membro do Conselho Estadual de Ciência e Tecnologia do Amazonas, do Conselho Superior da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam) e do Comitê Consultivo do Núcleo Operacional PEIEX da Apex Brasil.
O perfil dos palestrantes sugere um encontro focado em “como fazer” e “como viabilizar”, além de conceitos gerais. Isso costuma ser decisivo para startups em fase de tração.
Como se inscrever e o que preparar
A inscrição é gratuita e ocorre via formulário no site oficial do workshop. O cadastro solicita dados básicos como nome, e-mail, empresa e cargo.
Para aproveitar melhor o evento, vale chegar com um “rascunho” do desafio de inovação da startup. Isso ajuda a comparar o problema real com o que o modelo permite apoiar.
- Qual produto precisa evoluir e por quê.
- Qual parte é P&D e qual é operação rotineira.
- Qual resultado técnico esperado em curto prazo.
- Quais recursos e competências faltam hoje na equipe.
Esse preparo facilita o entendimento do tema de elegibilidade, um dos tópicos centrais do workshop EMBRAPII-Sebrae. Também ajuda a avaliar se o projeto se encaixa nos requisitos da parceria.
Impactos para a Amazônia
Quando startups conseguem financiar inovação sem comprometer caixa, elas tendem a ficar mais tempo no jogo. Isso aumenta as chances de gerar empregos qualificados e reter talentos locais.
No caso da Amazônia, um ecossistema mais robusto pode impulsionar soluções alinhadas à realidade regional. Isso inclui logística, conectividade, bioeconomia e indústria.
A Bertha Capital, por exemplo, gerencia um fundo de R$ 100 milhões criado em parceria com o FIEAM para investir em startups do Amazonas, segundo o Polo Digital de Manaus. A iniciativa reforça o ambiente de corporate venture capital na região.
Também há um efeito de longo prazo. A cultura de parceria com institutos e Unidades tecnológicas, como o INDT na rede Embrapii, ajuda a formar competências técnicas e reduzir dependências externas. Isso fortalece a capacidade local de desenvolver tecnologia de ponta.
Glossário
- P&D: Pesquisa e Desenvolvimento. Etapa de criação e validação de tecnologia antes da entrada no mercado.
- Embrapii: Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial. Entidade que fomenta inovação via projetos com Unidades credenciadas em institutos de pesquisa.
- Linha Embrapii-Sebrae: Modelo de apoio que combina recursos não reembolsáveis da EMBRAPII e do Sebrae para reduzir a contrapartida financeira de pequenos negócios em projetos de inovação.
- Unidade Embrapii: Instituto de pesquisa credenciado pela EMBRAPII para desenvolver projetos de inovação com empresas. No Amazonas, o INDT atua como Unidade credenciada.
- Lab2Mkt: Programa da EMBRAPII que apoia startups em todo o ciclo de inovação, desde o desenvolvimento tecnológico até a entrada no mercado.
- APDM: Associação Polo Digital de Manaus. Organização que reúne empresas e instituições do ecossistema de tecnologia e inovação do Amazonas.
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