• UFPA oferece curso internacional de ecologia funcional de 11 a 15 de maio de 2026, ministrado por pesquisador francês do CNRS.
  • Formação aborda teoria e prática em R, incluindo análise de traços funcionais, diversidade e processos de montagem de comunidades.
  • Vagas prioritárias para pesquisadores da Amazônia e grupos sub-representados, com oportunidade de colaboração internacional durante três semanas.

A Universidade Federal do Pará (UFPA) abriu inscrições para o curso internacional “Trait-Based Ecology: Theory and Applications in R”, que acontece de 11 a 15 de maio de 2026 no Laboratório de Ecologia de Mamíferos (Lemead), no campus de Belém. A formação é voltada para estudantes de mestrado, doutorado e pesquisadores em início de carreira nas áreas de Ecologia e Biodiversidade.

O curso será ministrado pelo pesquisador Aurèle Toussaint, do Centro Nacional de Pesquisa Científica da França (CNRS). As aulas serão em inglês com legendas em português. Os participantes devem levar notebook para as atividades práticas.

Prioridade para pesquisadores da Amazônia

Aurèle Toussaint ministrará o curso.

As vagas são limitadas e passarão por processo seletivo caso o número de inscrições ultrapasse a capacidade. Candidatos vinculados a instituições da Amazônia, participantes de redes de pesquisa regionais e pessoas de grupos minoritários sub-representados na academia terão prioridade.

A organização busca garantir que pelo menos 50% das vagas sejam destinadas a mulheres e pessoas de grupos minoritários. Candidatos devem informar na carta de apresentação se possuem formação em regiões isoladas, residem nessas áreas ou pertencem a grupos sub-representados.

Oportunidade de colaboração internacional

O pesquisador Aurèle Toussaint permanecerá três semanas em Belém, período em que estará disponível para reuniões e construção de parcerias com grupos locais. A iniciativa representa uma oportunidade estratégica para fortalecer colaborações entre instituições brasileiras e francesas.

Programação do curso

A formação aborda fundamentos teóricos e métodos analíticos da ecologia funcional, incluindo relações entre traços e ambiente, biodiversidade e funcionamento dos ecossistemas. A programação foi estruturada para integrar teoria e prática ao longo da semana:

Dia 1: Fundamentos da Ecologia de Traços

Histórico da ecologia funcional, definições de traços funcionais e o espectro de economia das plantas. Na prática, introdução ao fluxo de trabalho no R, limpeza de dados e exploração de bancos como TRY e BIEN.

Dia 2: Espaços de Traços e Diversidade Funcional

Conceito de nicho hipervolumétrico e métricas de diversidade funcional. Construção de espaços de traços e cálculo de índices utilizando os pacotes FD e mFD.

Dia 3: Da Estrutura de Comunidades aos Ecossistemas

Processos de montagem de comunidades e a hipótese da razão de massa de Grime. Teste de processos por meio de modelos nulos e cálculo de valores médios ponderados pela comunidade.

Dia 4: Traços em Contexto Filogenético e Ambiental

Conservadorismo filogenético de nicho e relação entre traços e gradientes ambientais. Integração de árvores filogenéticas com dados de traços e utilização de modelos de quarta ordem.

Dia 5: Fronteiras e Aplicações na Conservação

Traços funcionais sob mudanças globais, ecologia de restauração e serviços ecossistêmicos. Projeto final integrativo com aplicação dos métodos em estudos de caso reais.

Como se inscrever e ementa

As inscrições devem ser realizadas até 30 de abril de 2026 clicando aqui. O preenchimento do formulário não garante a vaga, e a confirmação será comunicada posteriormente aos candidatos selecionados.

A ementa completa está abaixo:

Glossário

  • Traços funcionais: Características morfológicas, fisiológicas ou fenológicas de organismos que influenciam seu desempenho e interações no ecossistema.
  • Nicho hipervolumétrico: Representação multidimensional do espaço ecológico ocupado por uma espécie, considerando múltiplos eixos ambientais.
  • CWM (Community Weighted Mean): Média ponderada de traços funcionais em uma comunidade, calculada com base na abundância relativa das espécies.

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