- UEA, em parceria com o IFAM, abre 22 vagas para mestrado em biodiversidade com inscrições em setembro de 2025.
- Oportunidades estão distribuídas entre Manaus e Tabatinga, com 30% das vagas destinadas a ações afirmativas para inclusão.
- O programa visa formar pesquisadores para atuar na conservação e no ensino de ciências, fortalecendo a ciência local.
A Universidade do Estado do Amazonas (UEA), em uma iniciativa conjunta com o Instituto Federal do Amazonas (IFAM), abriu o processo seletivo para o Mestrado em Biodiversidade na Amazônia. O edital, liderado pela UEA, oferta um total de 22 vagas. As inscrições ocorrem online entre 9 e 27 de setembro de 2025. A pós-graduação será oferecida nos polos de Manaus e Tabatinga, utilizando a estrutura de ambas as instituições. O objetivo central é capacitar profissionais para enfrentar os complexos desafios socioambientais e educacionais da região.
Este curso de mestrado acadêmico é uma colaboração estratégica. Ele busca fortalecer a produção de conhecimento científico. O foco está em áreas essenciais. A formação é voltada para a conservação da biodiversidade. E também para a melhoria do ensino de ciências naturais.
Como funciona o Mestrado em Biodiversidade?
O programa, conhecido pela sigla PPGBEC, destina-se a licenciados e bacharéis. As áreas de formação incluem Ciências Biológicas, Química e Física. Também contempla Geografia e Ciências Agrárias. Além de outras áreas tecnológicas afins. A estrutura foi desenhada para aprofundar o conhecimento. E também para promover a pesquisa aplicada à realidade amazônica.
Os candidatos devem escolher uma das duas linhas de pesquisa disponíveis. Cada uma aborda um pilar fundamental para o desenvolvimento sustentável da região. A escolha da linha de pesquisa define o foco do projeto e da dissertação do aluno.
As linhas de pesquisa são:
- Etnobiologia e Conservação da Amazônia: Esta linha tem 10 vagas. Ela explora a relação entre as populações tradicionais e os recursos naturais. Os estudos incluem o etnoconhecimento, a fisiologia animal, o manejo sustentável e os impactos de contaminantes. O objetivo é desenvolver estratégias de conservação que valorizem os saberes locais e promovam o uso sustentável da biodiversidade.
- Ensino de Ciências Naturais no contexto Amazônico: Com 12 vagas, esta linha foca nos desafios pedagógicos da região. As pesquisas abordam a formação de professores e a criação de metodologias de ensino inovadoras. Também investiga a divulgação científica e a utilização de espaços educativos não formais. A meta é adaptar o ensino de ciências à realidade amazônica, tornando-o mais relevante e eficaz.
Vagas e Ações Afirmativas: Uma Oportunidade Inclusiva
O edital detalha uma distribuição de vagas pensada para ampliar o acesso. Das 22 vagas totais, 12 são para Manaus. As outras 10 são para Tabatinga, no Alto Solimões. Essa interiorização é estratégica para o estado.
A seleção também reforça o compromisso com a inclusão. Do total de vagas, 15 são para ampla concorrência (AC). As outras 7 vagas são para Ações Afirmativas (AA). Isso representa 30% do total, um percentual expressivo. A medida segue resoluções internas da UEA e do IFAM.
A distribuição das vagas de Ações Afirmativas é a seguinte:
- 5 vagas para Pessoas com Deficiência (PcD).
- 2 vagas para Ações Sociais (AS), que englobam candidatos negros (pretos e pardos), indígenas e quilombolas.
Essa política é fundamental para a diversidade no ambiente acadêmico. Ela permite que grupos historicamente sub-representados contribuam com suas perspectivas. A pesquisa na Amazônia se enriquece com essa pluralidade de vozes e experiências. Caso as vagas de AA não sejam preenchidas, elas podem ser remanejadas para a ampla concorrência.
Quais são as etapas do processo seletivo?
O processo seletivo, conduzido pela UEA, é rigoroso e dividido em quatro etapas principais. Cada uma avalia diferentes competências dos candidatos. A aprovação em cada fase é necessária para avançar. As etapas são eliminatórias ou classificatórias.
A seleção foi estruturada da seguinte forma:
- Homologação das Inscrições: Esta é a primeira fase, de caráter eliminatório. A comissão verifica se o candidato enviou toda a documentação exigida no edital. Documentos incompletos ou fora do formato levam ao indeferimento.
- Avaliação do Projeto de Pesquisa: Também eliminatória. O projeto é avaliado sem identificação do autor, garantindo a isonomia. A nota mínima para aprovação é 7,0. Serão analisados a pertinência do tema à linha de pesquisa, a clareza do problema, a fundamentação teórica e a metodologia.
- Prova Oral: Etapa eliminatória com arguição sobre o projeto de pesquisa. O candidato tem 15 minutos para defender sua proposta. A avaliação, com nota mínima 7,0, considera o domínio teórico-metodológico e a capacidade de argumentação. A prova pode ser feita presencialmente ou online.
- Prova de Títulos: Esta última fase é classificatória. A comissão analisa o Currículo Lattes do candidato. São pontuadas atividades como iniciação científica, experiência docente e publicações acadêmicas.
Inscrições e Cronograma: O que você precisa saber
As inscrições devem ser feitas exclusivamente pela internet. Os interessados precisam acessar o Portal de Seleção e Concursos da UEA. O período de inscrição vai de 9 a 27 de setembro de 2025. A taxa de inscrição é de R$ 150,00. O pagamento pode ser feito via depósito identificado ou PIX.
Candidatos inscritos no Cadastro Único (CadÚnico) podem solicitar isenção da taxa. O pedido deve ser feito nos dias 1 e 2 de setembro de 2025. Pessoas com deficiência também têm direito à isenção, conforme a legislação.
Fique atento às principais datas:
- Inscrições Online: 09/09 a 27/09/2025
- Homologação das Inscrições: 09/10/2025
- Resultado da Análise de Projeto: 31/10/2025
- Resultado da Prova Oral: 17/12/2025
- Publicação do Resultado Final: 02/01/2026
- Matrícula dos Aprovados: 24 a 27/02/2026
Mais informações podem ser encontradas no site da UEA e do IFAM.
Edital Completo
Impactos para a Amazônia
A criação e manutenção de programas de pós-graduação como o PPGBEC são estratégicas. Elas impactam diretamente o desenvolvimento científico e social da Amazônia. A formação de mestres na própria região é um passo crucial. Isso ajuda a fixar talentos e a produzir conhecimento contextualizado. A ciência feita na Amazônia, por amazônidas, possui um valor inestimável.
A linha de Etnobiologia e Conservação, por exemplo, dialoga com a bioeconomia. Ela busca alternativas sustentáveis de desenvolvimento. A pesquisa pode gerar patentes e novos produtos. E também pode fortalecer cadeias produtivas da floresta. Isso une o conhecimento tradicional à inovação tecnológica. O resultado é um modelo de desenvolvimento que mantém a floresta em pé.
Por outro lado, a linha de Ensino de Ciências ataca um desafio histórico. Os indicadores educacionais na região Norte ainda são baixos. Formar professores-pesquisadores é essencial. Eles podem desenvolver materiais didáticos que conversem com a realidade dos alunos. Um ensino de ciências que parte do tucumã, do açaí e do rio é mais significativo. Ele cria identidade e desperta o interesse pela ciência.
A longo prazo, os egressos deste mestrado se tornam multiplicadores. Eles atuarão em escolas, universidades, órgãos ambientais e empresas. A pesquisa que eles produzem pode embasar políticas públicas mais eficazes. Seja na gestão de unidades de conservação ou na reforma de currículos escolares. Investir em pós-graduação na Amazônia é, portanto, investir no futuro da própria floresta.
Glossário
- UEA: Universidade do Estado do Amazonas.
- IFAM: Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Amazonas.
- PPGBEC: Programa de Pós-Graduação em Biodiversidade e Ensino de Ciências Naturais na Amazônia.
- AC: Ampla Concorrência, modalidade de vaga aberta a todos os candidatos.
- AA: Ações Afirmativas, modalidade de vaga reservada para grupos específicos.
- PcD: Pessoa com Deficiência.
- CadÚnico: Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal, que dá acesso a benefícios sociais.
- CNPq: Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico.
Últimas Notícias
Transformação digital na saúde avança na Amazônia
Instituto Mamirauá abre vaga para Analista de Projetos Sênior