• Ministério do Turismo e UEA lançam pesquisa nacional sobre turismo acessível para pessoas neurodivergentes.
  • Formulário on-line fica disponível até 28 de fevereiro de 2026 para participação pública.
  • Levantamento vai embasar um guia com boas práticas de atendimento inclusivo no setor turístico.
  • Pesquisa envolve turistas neurodivergentes, familiares e profissionais do turismo em todo o país.

O turismo acessível para pessoas neurodivergentes ganha reforço com uma pesquisa nacional lançada pelo Ministério do Turismo e pela Universidade do Estado do Amazonas (UEA). O formulário on-line ficará aberto até 28 de fevereiro de 2026 para participação pública.

A iniciativa integra o Programa Mais Acesso da UEA e busca mapear necessidades, barreiras e boas práticas de acolhimento. O objetivo é produzir um guia com orientações para um atendimento mais inclusivo no setor turístico brasileiro.

Pesquisa nacional quer fortalecer turismo acessível

O Ministério do Turismo, em parceria com o Programa Mais Acesso da UEA, iniciou a coleta de dados no dia 9 de fevereiro. A ação ocorre em todo o país, com foco em pessoas neurodivergentes e em quem atua no turismo.

O formulário on-line reúne informações sobre experiências de viagem, tipos de apoio necessários e exemplos de serviços que já oferecem acolhimento adequado. A participação é voluntária e gratuita.

Segundo os organizadores, os dados vão orientar políticas e materiais de referência para o setor. A ideia é aproximar o poder público, a academia e o mercado de turismo em torno da inclusão.

O estudo também busca dar visibilidade ao tema no debate nacional sobre acessibilidade. A proposta é estimular que empresas e destinos adotem práticas mais alinhadas às necessidades sensoriais e comunicacionais de turistas neurodivergentes.

Como a pesquisa apoia turistas neurodivergentes

A pesquisa foca em pessoas com neurodivergências, como autismo, TDAH e outras condições do neurodesenvolvimento, além de seus familiares e acompanhantes. Profissionais do turismo também integram o público-alvo.

O formulário reúne perguntas sobre:

  • Necessidades sensoriais em deslocamentos, hospedagem e passeios.
  • Demandas de comunicação clara e acessível.
  • Aspectos comportamentais que influenciam a experiência de viagem.
  • Exemplos de boas práticas já vivenciadas.

Essas informações devem subsidiar a construção de orientações práticas para diferentes perfis de serviços turísticos. A meta é apoiar desde pequenos empreendimentos até grandes redes.

De acordo com o Programa Mais Acesso, a escuta direta de quem viaja e de quem atende é central para o projeto. A partir dos relatos, será possível identificar padrões de dificuldades e soluções que funcionam na rotina.

Três objetivos centrais do levantamento nacional

O levantamento tem três eixos principais. O primeiro é dar visibilidade às demandas de turistas neurodivergentes, ainda pouco consideradas em muitos destinos.

O segundo eixo é mapear boas práticas já em uso por empresas, guias, atrativos e serviços de apoio. Essas experiências podem inspirar outros atores do setor.

O terceiro objetivo é subsidiar a elaboração de um guia com recomendações e exemplos de atendimento inclusivo. O material deve orientar formações, protocolos e adaptações em serviços turísticos.

Esse tipo de instrumento pode apoiar políticas públicas e iniciativas privadas. Também pode fortalecer ações de qualificação profissional em turismo acessível.

Por que ouvir turistas e profissionais do setor

A professora Marklea Ferst, do Programa Mais Acesso da UEA, destaca a importância da participação social. Para ela, o turismo só se completa quando todas as pessoas podem viajar com autonomia, segurança e dignidade.

Segundo a pesquisadora, ouvir quem vive as experiências é essencial para construir soluções eficazes. A fala reforça a centralidade da escuta ativa na formulação de políticas de inclusão.

“O turismo só é verdadeiramente completo quando todas as pessoas podem vivenciá-lo com autonomia, segurança e dignidade. Ouvir quem está diretamente envolvido é essencial para construir soluções eficazes”, destaca a Prof.ª Dra. Marklea Ferst, do Programa Mais Acesso da UEA.

O Programa Mais Acesso reafirma compromisso com inclusão, acessibilidade e representatividade no turismo. A pesquisa se insere nesse esforço contínuo de ampliar a participação de grupos historicamente invisibilizados.

Ao envolver turistas, familiares e profissionais, o estudo busca um retrato mais fiel da realidade. Isso inclui tanto desafios quanto experiências positivas já existentes no país.

Como participar da pesquisa sobre turismo acessível

A participação ocorre por meio de um formulário on-line. O acesso é simples e pode ser feito por computador ou celular, o que favorece a adesão em diferentes regiões.

Para responder à pesquisa, basta acessar o link oficial: formulário de turismo acessível para pessoas neurodivergentes. O questionário ficará disponível até 28 de fevereiro de 2026.

O convite se estende a:

  • Pessoas neurodivergentes que já viajaram ou desejam viajar.
  • Familiares, responsáveis e acompanhantes.
  • Profissionais de agências, hotéis, guias e atrativos.

Os organizadores reforçam que cada resposta ajuda a construir um cenário mais preciso. Quanto maior a participação, mais robustas serão as recomendações futuras.

A pesquisa também pode inspirar novos estudos acadêmicos e projetos de inovação em turismo inclusivo. O envolvimento da UEA cria pontes entre ciência, políticas públicas e mercado.

Como a iniciativa dialoga com políticas de inclusão

O projeto se alinha ao avanço de políticas de acessibilidade no Brasil. O turismo acessível integra debates sobre direitos humanos, inclusão social e desenvolvimento sustentável.

Órgãos públicos federais, como o Ministério do Turismo, já divulgam materiais sobre acessibilidade em viagens. A nova pesquisa amplia esse esforço com foco específico em neurodivergências.

Universidades e fundações de amparo à pesquisa também têm ampliado editais e ações em inclusão e diversidade. No Amazonas, iniciativas voltadas à participação de mulheres na ciência e à inovação tecnológica reforçam esse cenário.

Esse contexto mostra que a discussão sobre acessibilidade no turismo se conecta a uma agenda maior. Ela envolve ciência, tecnologia, direitos e desenvolvimento regional.

Iniciativas na Amazônia reforçam ciência e inclusão

O protagonismo da Universidade do Estado do Amazonas na pesquisa evidencia o papel da região na pauta da inclusão. Projetos locais têm fortalecido a presença de grupos diversos na ciência e na inovação.

Entre as ações em destaque estão programas que apoiam pesquisadoras e fomentam tecnologias com impacto social. Essas iniciativas ajudam a consolidar um ecossistema de inovação mais plural.

No campo da ciência, reportagens mostram que mulheres na ciência amazonense enfrentam desafios e conquistam espaço. Esse movimento amplia a representatividade em áreas estratégicas.

Fundações estaduais, como a Fapeam, também anunciam recursos para projetos liderados por cientistas mulheres e para pesquisas tecnológicas. Essas ações se somam ao esforço por um turismo mais inclusivo e baseado em evidências.

Como o guia pode apoiar o setor de turismo

Os dados coletados vão orientar a elaboração de um guia com orientações e boas práticas. Esse material pode servir como referência para empresas, gestores públicos e profissionais.

Entre os possíveis conteúdos do guia estão:

  • Recomendações para comunicação clara e acessível.
  • Sugestões de adaptações sensoriais em espaços e serviços.
  • Protocolos de acolhimento respeitosos e não invasivos.
  • Exemplos de experiências positivas relatadas na pesquisa.

Embora o conteúdo final dependa dos dados coletados, a proposta é oferecer orientações práticas. A ideia é que o guia ajude a transformar relatos em ações concretas.

Esse tipo de instrumento pode apoiar capacitações, certificações e programas de qualidade em turismo acessível. Também pode orientar pequenos negócios que desejam atender melhor turistas neurodivergentes.

Glossário

  • MTur (Ministério do Turismo): órgão federal responsável por políticas e ações para o desenvolvimento do turismo no Brasil.
  • UEA (Universidade do Estado do Amazonas): instituição pública de ensino superior e pesquisa com atuação em diversas áreas do conhecimento.
  • Programa Mais Acesso: iniciativa da UEA voltada à promoção de inclusão, acessibilidade e representatividade em diferentes contextos, incluindo o turismo.
  • Neurodivergentes: pessoas cujos padrões de funcionamento neurológico diferem do considerado típico, como no autismo e no TDAH.

Últimas Notícias

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *