- O Museu Goeldi abriu inscrições para o mestrado em Diversidade Sociocultural, com 20 vagas.
- A seleção combina prova escrita presencial e entrevista, com reserva de vagas para negros, indígenas e pessoas com deficiência.
- As inscrições seguem até 1º de setembro de 2026 e as aulas começam em março de 2027.
O Museu Paraense Emílio Goeldi (MPEG) está com edital aberto para o processo seletivo de mestrado do Programa de Pós-Graduação em Diversidade Sociocultural (PPGDS), com ingresso previsto para o primeiro semestre de 2027. As inscrições vão até 1º de setembro, exclusivamente por e-mail. O curso é presencial, tem duração máxima de 24 meses e exige a presença física dos estudantes em Belém. O Edital completo está disponível no final da matéria.
O programa concentra sua formação nas dinâmicas históricas e contemporâneas da diversidade sociocultural amazônica, combinando abordagens da Antropologia, Arqueologia, História e Linguística. A estrutura curricular se organiza em três linhas de pesquisa.
- Cultura e Patrimônio: estudo de coleções culturais e biológicas, processos de musealização e construção de memória social na Amazônia.
- Povos Indígenas e Populações Tradicionais: pesquisa sobre línguas indígenas, sistemas de conhecimento local, organização social e práticas rituais.
- Socioecologia, diversidade sociocultural e ocupação territorial: análise do uso e manejo de recursos naturais e dos impactos socioambientais na região.
Vagas e critérios de concorrência
O edital oferece até 20 vagas, distribuídas entre ampla concorrência e diferentes modalidades de reserva. São 8 vagas de ampla concorrência, 4 para pessoas negras (pretas e pardas afrodescendentes), 1 para pessoa com deficiência, 1 para pessoa trans, além de até 3 vagas para pessoas indígenas e até 3 para integrantes de comunidades tradicionais. O programa aplica dois processos seletivos distintos: um para ampla concorrência e cotas de negros, PcD e pessoas trans, e outro específico para candidatos indígenas e de comunidades tradicionais.
Candidatos que optarem por qualquer reserva de vaga devem anexar documentação específica no ato da inscrição, como autodeclaração racial, laudo médico com Classificação Internacional de Doenças (CID) ou declaração assinada por liderança tradicional, conforme o caso.
Como funciona a seleção
O processo para ampla concorrência e cotas de negros, PcD e pessoas trans ocorre em duas etapas eliminatórias e classificatórias: prova escrita e entrevista. A prova, presencial e com duração de quatro horas, será aplicada em Belém e em outras cidades da região amazônica, com base na bibliografia indicada no edital. As provas são corrigidas de forma anônima, identificadas apenas pelo número de inscrição do candidato.
A entrevista avalia o projeto de pesquisa e o currículo, com nota atribuída por três examinadores. Em ambas as etapas, a nota mínima para aprovação é 7,00. O resultado final soma as notas da prova escrita e da entrevista, divididas por dois.
Os candidatos devem enviar, em arquivos separados e em formato PDF, o formulário de inscrição assinado, cópias de RG, CPF e diploma de graduação, o endereço do Currículo Lattes com uma produção científica anexada, carta de motivação de duas a três páginas e um projeto de pesquisa de até 10 páginas. O projeto deve indicar a linha de pesquisa escolhida e o nome de três possíveis orientadores entre os docentes do programa. O sistema de e-mail do museu aceita arquivos de até 5 MB, e não há substituição de documentos após o envio.
Cronograma e bolsas de estudo
A prova escrita está marcada para 29 de setembro de 2026, com resultado final do processo seletivo previsto para 11 de dezembro. As aulas devem começar em março de 2027. O edital não garante bolsa de estudo aos aprovados: a distribuição depende da concessão de agências de fomento e segue ordem de prioridade que começa por povos indígenas e comunidades tradicionais. Candidatos aprovados na ampla concorrência e nas cotas de negros e pessoas trans também precisam apresentar certificado de proficiência em língua estrangeira até o fim do curso, exigência da qual indígenas e comunidades tradicionais estão isentos.
Leia o edital completo abaixo. Dúvidas podem ser enviadas ao e-mail ppgds@museu-goeldi.br.
Glossário
- PPGDS: Programa de Pós-Graduação em Diversidade Sociocultural, do Museu Paraense Emílio Goeldi.
- MPEG: Museu Paraense Emílio Goeldi, instituição de pesquisa vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação.
- CID: Classificação Internacional de Doenças, usada para comprovar deficiência na reserva de vagas.
- PcD: sigla para pessoa com deficiência.




