• Indústria de extração de óleos vegetais pode ser instalada em Coari, com apoio do governo estadual e Coopasam.
  • Projeto prevê geração de mais de 150 empregos diretos e uso de frutos amazônicos como tucumã e buriti.
  • Idam oferecerá capacitação técnica e apoio à agricultura familiar para fortalecer a bioindústria regional.
  • Iniciativa segue princípios da bioeconomia amazônica e pode servir de modelo sustentável para outras regiões.

Uma nova indústria de extração de óleos vegetais e bioeconômicos poderá ser instalada em Coari, no interior do Amazonas. A proposta foi debatida entre o deputado estadual Cabo Maciel (PL), a Secretaria de Estado de Produção Rural (Sepror) e o Instituto de Desenvolvimento Agropecuário e Florestal Sustentável do Amazonas (Idam). O objetivo é impulsionar a bioindústria regional com foco na sustentabilidade e na inovação, valorizando produtos amazônicos como tucumã, açaí e buriti.

O projeto prevê a criação de uma planta industrial com potencial para gerar mais de 150 empregos diretos. A iniciativa busca transformar frutos nativos em insumos de alto valor agregado para setores como cosméticos, alimentos e bioenergia. A articulação envolve ainda a Cooperativa Agroextrativista do Amazonas (Coopasam), que atuará diretamente na produção e comercialização.

Segundo os envolvidos, a proposta representa um novo modelo de desenvolvimento para o Amazonas, baseado na floresta em pé e no protagonismo das comunidades locais. O projeto conta com apoio técnico e institucional do governo estadual, além de capacitação para os produtores da região.

Indústria de óleos vegetais em Coari pode impulsionar bioeconomia local

Durante reunião com o secretário da Sepror, Daniel Borges, o deputado Cabo Maciel apresentou o projeto de instalação da indústria em Coari. O secretário confirmou o apoio da pasta e destacou o impacto positivo da proposta na geração de renda e emprego no interior do estado.

A planta industrial será voltada à extração de óleos vegetais e bioeconômicos, utilizando matérias-primas da floresta amazônica. Os produtos serão processados para atender demandas dos mercados nacional e internacional.

O projeto também está alinhado com os princípios da bioeconomia, que busca desenvolver cadeias produtivas sustentáveis a partir dos recursos naturais da biodiversidade.

Idam garantirá apoio técnico e capacitação para produtores

Em outra reunião, desta vez no Idam, Cabo Maciel foi recebido pela diretora-presidente Eliane Ferreira da Silva. Ela reafirmou o compromisso do órgão em oferecer suporte técnico à Coopasam e aos produtores locais.

O Idam também reafirmou o compromisso em oferecer suporte técnico à Coopasam e aos produtores locais em diversas frentes, incluindo:

  • Capacitação de produtores e extrativistas;
  • Acompanhamento técnico das etapas de produção;
  • Apoio na comercialização dos produtos finais;
  • Fortalecimento da agricultura familiar.

A expectativa é que a iniciativa contribua para aumentar a renda das famílias envolvidas e estimular práticas produtivas de baixo impacto ambiental.

Bioeconomia amazônica valoriza recursos nativos e comunidades locais

O projeto em Coari é mais um exemplo de como a bioeconomia pode ser aplicada na prática para gerar desenvolvimento regional. Ao transformar frutos amazônicos em insumos industriais, a proposta cria valor a partir da biodiversidade local, sem a necessidade de desmatamento.

Essa abordagem está alinhada com o conceito de economia de baixo carbono, que busca reduzir emissões de gases de efeito estufa e promover o uso sustentável dos recursos naturais. Além disso, fortalece a cultura e os saberes tradicionais das comunidades amazônicas.

“Estamos falando de desenvolvimento com identidade amazônica. Essa iniciativa é o reflexo de uma nova lógica produtiva, que alia sustentabilidade, inovação e valorização do interior”, afirmou Cabo Maciel.

O deputado também destacou que projetos como esse são fundamentais para consolidar um novo modelo econômico no estado. “Baseado na floresta em pé e no protagonismo das populações locais”, completou.

Impactos para a Amazônia

Se implementado, o projeto poderá se tornar um modelo replicável em outras regiões da Amazônia. Ao combinar inovação, sustentabilidade e inclusão social, a indústria de óleos vegetais e bioeconômicos em Coari pode:

  • Reduzir a pressão sobre áreas de floresta;
  • Gerar empregos com base em atividades sustentáveis;
  • Incentivar o uso de tecnologias limpas na produção;
  • Valorizar o conhecimento tradicional das comunidades extrativistas;
  • Fortalecer a presença de produtos amazônicos no mercado global.

Além disso, a iniciativa contribui para os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Organização das Nações Unidas, especialmente os que tratam de trabalho decente, crescimento econômico e ação contra a mudança climática.

Glossário

  • Bioeconomia: Modelo de desenvolvimento que usa recursos biológicos de forma sustentável para gerar produtos e serviços.
  • Sepror: Secretaria de Estado de Produção Rural do Amazonas, responsável por políticas públicas para o setor primário.
  • Idam: Instituto de Desenvolvimento Agropecuário e Florestal Sustentável do Amazonas, que presta assistência técnica a produtores rurais.
  • Coopasam: Cooperativa Agroextrativista do Amazonas, que reúne produtores locais para atuar de forma coletiva.

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