- Fapeam lançou 13 editais de fomento, totalizando R$ 33 milhões em investimento, o maior aporte da história da fundação
- Cinco programas são inéditos, incluindo apoio ao ecoturismo, tecnologias sociais, startups deep tech, bioeconomia e qualidade de vida
- Governador Wilson Lima afirmou que nunca se investiu tanto em ciência, pesquisa e inovação no Amazonas
A Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam) lançou, nesta quinta-feira (29), o maior pacote de fomento à Ciência, Tecnologia e Inovação (CT&I) de sua história. O investimento total alcança mais de R$ 33 milhões, distribuídos em 13 editais que abrangem desde a educação básica até pesquisas de ponta em startups deep tech.
Outros 2 editais devem ser lançados ainda neste semestre, o que deve elevar o valor do investimento do Governo do Amazonas para aproximadamente R$ 81 milhões, como anunciado no lançamento dos 13 editais já em vigor.
Os recursos são provenientes do Tesouro Estadual e representam um avanço significativo nas políticas públicas de CT&I. Cinco dos 13 editais lançados são inéditos, ampliando o alcance do fomento científico no estado.
Investimento histórico para o Amazonas
O governador Wilson Lima destacou a magnitude do investimento durante o anúncio dos editais. “É o maior investimento de todos os tempos. Nunca se investiu tanto em ciência, pesquisa e inovação no Amazonas”, afirmou.
Segundo o gestor, as ações governamentais buscam popularizar a ciência. “Nós fizemos ações importantes para popularizar a ciência, criando oportunidades que vão desde pesquisadores com doutorado até crianças do ensino fundamental”, explicou.
O governador também ressaltou os resultados obtidos. “Os resultados têm sido surpreendentes e mostram que o Amazonas está entre os estados brasileiros que mais investem em inovação”, completou Wilson Lima.

Programas inéditos ampliam fronteiras da pesquisa
Entre os 13 editais, cinco são estreias na política de fomento da Fapeam. O Programa de Apoio à Inovação Tecnológica Voltada ao Ecoturismo em Comunidades do Interior do Estado do Amazonas (Painter Ecoturismo) disponibiliza R$ 1,5 milhão para desenvolver tecnologias digitais que promovam o turismo sustentável, preservação ambiental e capacitação de comunidades.
O Programa de Apoio à Pesquisa Integrada para Qualidade de Vida no Amazonas (Provida-AM) investe R$ 1,5 milhão em pesquisas que integrem tecnologia e inovação social para enfrentar desafios complexos de saúde. O programa contempla seis eixos temáticos, incluindo dependência química, saúde mental, doenças endêmicas e inclusão da pessoa com deficiência.
Outro destaque é o Programa de Apoio à Articulação de Pesquisas em Bioeconomia e Desenvolvimento Sustentável (Articula Bio CT&I), que investe R$ 8 milhões em parceria com a Fundação de Amparo a Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), que vai desembolsar R$ 6 milhões para pesquisas voltadas ao uso sustentável dos recursos amazônicos. O edital busca promover cadeias produtivas sustentáveis e valorização da biodiversidade regional.
Tecnologias sociais e inovação científica
O Programa de Apoio às Startups Deep Tech para Inovação Científica e Tecnológica (Deep Techs) destina R$ 1 milhão ao desenvolvimento de empresas nascentes baseadas em tecnologias avançadas. A iniciativa busca fortalecer o ecossistema de inovação tecnológica no estado.
Já o Programa de Apoio à Pesquisa Inovadora para o Desenvolvimento e Aplicação de Tecnologias Sociais de Baixo Custo para Mitigação das Desigualdades no Estado do Amazonas (Socio Tech) investe R$ 1 milhão em projetos que desenvolvam soluções acessíveis para populações vulneráveis, com foco em inclusão social, educação, segurança alimentar e sustentabilidade.
Educação básica recebe maior aporte individual
O Programa Ciência na Escola (PCE) recebe o maior investimento individual entre os editais: R$ 6,51 milhões. O programa apoia até 700 projetos de iniciação científica desenvolvidos por professores e estudantes do 5º ao 9º ano do ensino fundamental e do ensino médio em escolas públicas estaduais e municipais de Manaus, Coari, Manacapuru e Uarini.
Outros editais consolidam políticas de fomento
Além dos programas inéditos, a Fapeam renovou editais tradicionais. O Programa de Fixação de Recursos Humanos para o Interior do Estado (Profix-RH) recebe R$ 2,3 milhões para fixar mestres e doutores em municípios do interior, organizados por calha de rio.
O Programa de Apoio à Realização de Eventos Científicos e Tecnológicos (Parev) investe R$ 3,1 milhões em duas chamadas para eventos regionais, nacionais e internacionais. Já o Programa de Apoio à Participação em Eventos Científicos, Tecnológicos, de Inovação e Artísticos (Papea CT&I) vai destinar R$ 600 mil para custear a viagem de pesquisadores a eventos nacionais e internacionais.
O Programa Estratégico de Desenvolvimento do Setor Primário Produtivo Amazonense (Prospam) recebe R$ 3 milhões para impulsionar pesquisas em produção agrícola, pecuária e florestal.
Outros programas contemplados são: Programa de Apoio à Manutenção de Equipamentos (Pameq), com R$ 2,1 milhões; Programa de Apoio à Organização de Coleções Biológicas e Museus, com R$ 1,5 milhão; e Programa de Apoio à Popularização da Ciência, Tecnologia e Inovação (Pop-CTI), com R$ 1,05 milhão.
Abrangência e impacto regional
Os editais lançados pela Fapeam contemplam todas as regiões do Amazonas. Programas específicos para o interior buscam reduzir desigualdades regionais e fortalecer a pesquisa científica fora da capital.
A diversidade temática dos editais reflete a estratégia da fundação. Desde a educação infantil até pesquisas avançadas em biotecnologia, os programas abrangem múltiplas áreas do conhecimento e níveis de formação.
Os recursos estão alinhados ao Plano Plurianual (PPA) 2024-2027 do Governo do Estado. As submissões de propostas já estão abertas no Sistema de Integração e Gestão da Fapeam (SIGFAPEAM), com prazos variando entre março e maio de 2026.
Por que isso importa
O investimento recorde da Fapeam posiciona o Amazonas como protagonista nacional em CT&I. A diversificação dos programas fortalece o ecossistema científico regional, democratiza o acesso ao fomento e promove soluções inovadoras para desafios locais, consolidando a pesquisa como ferramenta estratégica de desenvolvimento sustentável na Amazônia.
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