• UEA participa de seminário sobre data centers sustentáveis no Amazonas.
  • Evento debateu soberania digital e infraestrutura tecnológica regional.
  • Formação profissional e tropicalização são pilares para o avanço.
  • Data centers sustentáveis fortalecem a autonomia digital do estado.

A Universidade do Estado do Amazonas (UEA) defendeu o papel da academia na implantação de data centers sustentáveis e soberanos no estado. A discussão ocorreu no seminário “Amazonas – Polo para Data Centers Soberanos e Sustentáveis”, realizado em Manaus na quarta-feira (17/12).

O evento reuniu representantes do governo, especialistas e setor produtivo. A iniciativa foi promovida pela Secretaria de Estado de Energia, Mineração e Gás (Semig) e pela empresa Planck Data Centers.

Amazonas mira protagonismo tecnológico

Durante o seminário, o diretor da Escola Superior de Tecnologia (EST/UEA), Prof. Dr. Jucimar Silva Júnior, reforçou a importância da formação profissional e da pesquisa aplicada para viabilizar a instalação de data centers na região.

Segundo ele, a qualificação de mão de obra é um dos pilares para consolidar o Amazonas como polo tecnológico. “Sem profissionais qualificados, não há tecnologia que se sustente”, afirmou.

O reitor da UEA, Prof. Dr. André Zogahib, também destacou a contribuição da universidade. Para ele, discutir data centers é pensar em soberania digital e desenvolvimento regional alinhado à realidade amazônica.

Como a UEA contribui com o avanço dos data centers?

A UEA atua em duas frentes principais: formação de profissionais especializados e desenvolvimento de soluções tecnológicas adaptadas à região amazônica. Essa adaptação foi chamada de “tropicalização” pelo diretor da EST.

De acordo com o professor Jucimar, a universidade já apoia empresas do Polo Industrial de Manaus (PIM) nesse processo. A expectativa é que, a médio e longo prazo, os laboratórios da UEA desenvolvam tecnologias próprias para data centers.

“Hoje, a EST/UEA tem total capacidade técnica para pesquisar a tecnologia dos data centers em si, adaptar soluções que chegam prontas de outros países e regiões e, num futuro próximo, desenvolver estruturas concebidas nos laboratórios da nossa Universidade, pensadas para funcionar com plena eficiência no Amazonas”, declarou o diretor.

Três pilares para data centers na Amazônia

  • Energia e conectividade: infraestrutura básica para operação eficiente.
  • Qualificação profissional: formação de especialistas para operar e manter os centros.
  • Tropicalização: adaptação tecnológica ao clima e às condições da região.

O seminário também marcou a assinatura de um termo de cooperação técnica entre o Governo do Amazonas e o Instituto Brasileiro de Soberania Digital (IBSD). O objetivo é avaliar a infraestrutura digital do estado e embasar políticas públicas para ampliar a autonomia tecnológica.

Por que soberania digital importa para o Amazonas?

O governador Wilson Lima destacou que os data centers são estratégicos para garantir segurança da informação e continuidade dos serviços digitais. Segundo ele, estruturas locais reduzem a dependência de centros externos e impulsionam um novo ciclo econômico.

“A soberania digital ganha uma nova dimensão na soberania das nações. Estruturas como os data centers são estratégicas para o Amazonas, considerando nossos desafios logísticos e a necessidade de garantir segurança e continuidade dos serviços”, afirmou o governador.

Glossário

  • UEA: Universidade do Estado do Amazonas.
  • EST: Escola Superior de Tecnologia da UEA.
  • IBSD: Instituto Brasileiro de Soberania Digital.
  • Tropicalização: Adaptação de tecnologias às condições locais.

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