Resumo da inovação do CBA
- Biolubrificante ecológico reduz desgaste de peças em 89%.
- Produto usa óleo de palma, cobre e nanotubos de carbono.
- Iniciativa do CBA com apoio da Universidade do Estado do Amazonas.
- Aplicações incluem indústria alimentícia e setores sustentáveis.
O Centro de Bionegócios da Amazônia (CBA) desenvolveu um biolubrificante ecológico com alto desempenho técnico e menor impacto ambiental. A inovação usa óleo de palma modificado, nanopartículas de cobre e nanotubos de carbono para reduzir o atrito e o desgaste de peças industriais em mais de 89%.
O produto é resultado de pesquisas do Núcleo de Materiais e Energia do CBA, em parceria com professores da Universidade do Estado do Amazonas (UEA). A patente da tecnologia já foi depositada, marcando um avanço na substituição de lubrificantes minerais, que são altamente poluentes.
Inovação combina bioeconomia e nanotecnologia
O biolubrificante ecológico é feito a partir de matérias-primas renováveis da Amazônia, como o óleo de palma. Esse insumo passa por modificações químicas e recebe aditivos de nanotecnologia, como nanopartículas de cobre e nanotubos de carbono, o que potencializa sua performance.
Segundo o CBA, a nova formulação garante alta eficiência na redução de atrito entre peças metálicas, prolongando a vida útil de máquinas e equipamentos. Além disso, o produto é biodegradável, o que minimiza riscos de contaminação ambiental e facilita o descarte.
Como a inovação impacta a indústria?
O biolubrificante tem potencial para atender setores estratégicos, como a indústria alimentícia, onde há demanda crescente por soluções livres de óleos minerais. Nesses ambientes, a segurança e a não contaminação são critérios essenciais.
Outros segmentos industriais também podem se beneficiar da nova tecnologia, especialmente em processos que exigem lubrificação de alta performance e menor impacto ambiental. O uso de fontes renováveis e biodegradáveis atende a exigências regulatórias e metas ESG.
Três avanços previstos até 2030
- Redução significativa no uso de lubrificantes minerais industriais.
- Expansão de tecnologias baseadas em bioinsumos da Amazônia.
- Fortalecimento de cadeias produtivas sustentáveis na região.
Colaboração científica foi essencial
O desenvolvimento do biolubrificante contou com a participação dos professores Marcos Dantas e José Costa de Macêdo Neto, da UEA. Eles atuaram em todas as fases de pesquisa e validação da tecnologia, junto à equipe técnica do CBA.
“Essa conquista reafirma o compromisso do CBA com a bioeconomia e com a geração de soluções que combinam ciência, sustentabilidade e inovação”, destacou Flávio Freitas, gerente do Núcleo de Materiais e Energia do CBA.
Impactos para a Amazônia
Com o depósito da patente, o CBA amplia seu portfólio de tecnologias voltadas à indústria sustentável. A iniciativa reforça o papel da Amazônia como fonte de soluções científicas baseadas em biodiversidade e com alto valor agregado.
Ao estimular o uso de insumos locais e renováveis, o projeto contribui para a valorização da bioeconomia amazônica e para a geração de empregos qualificados na região. A inovação também pode atrair novos investimentos e parcerias com o setor produtivo.
Glossário
- CBA: Centro de Bionegócios da Amazônia, instituição de pesquisa e inovação.
- UEA: Universidade do Estado do Amazonas.
- Nanotubos de carbono: Estruturas cilíndricas com propriedades mecânicas e térmicas excepcionais.