- Malariatrat é reconhecido pelo Ministério da Saúde como ferramenta oficial.
- Aplicativo já foi baixado mais de 3.200 vezes em 176 países.
- Funciona offline e ajuda no cálculo do tratamento ideal.
- Malariatrat reforça o papel da tecnologia no combate à malária.
O Malariatrat, aplicativo criado no Amazonas para auxiliar no tratamento da malária, foi reconhecido oficialmente pelo Ministério da Saúde como ferramenta de apoio aos profissionais de saúde. A solução, desenvolvida pela Empresa de Processamento de Dados do Amazonas (Prodam) em parceria com a Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas (FVS-RCP), já está disponível em 176 países e ultrapassou 3.200 downloads.
Lançado em 2016, o app nasceu como suporte aos técnicos e microscopistas dos laboratórios da FVS-RCP espalhados pelo estado. Com o tempo, a praticidade e a confiabilidade do sistema fizeram com que o Malariatrat fosse adotado em outras regiões do Brasil e no exterior.
Reconhecimento nacional fortalece combate à doença
Segundo o Ministério da Saúde, o Malariatrat passa a integrar oficialmente as ferramentas recomendadas para o enfrentamento da malária. A decisão reforça a importância da tecnologia desenvolvida no Amazonas e sua contribuição para a saúde pública.
Para Raphael Maquiné, chefe do Departamento de Arquitetura e Qualidade de Sistemas da Prodam, esse reconhecimento valida o impacto positivo da tecnologia: “Esse destaque confirma os benefícios das nossas soluções tecnológicas quando colocadas a serviço da saúde”.
Já a diretora-presidente da FVS-RCP, Tatyana Amorim, destaca o valor do trabalho coletivo:
“É uma conquista que valoriza o esforço conjunto de nossas equipes e parceiros para aprimorar o enfrentamento à malária, visando a eliminação da doença”.
Como o aplicativo Malariatrat funciona
O Malariatrat calcula automaticamente o tratamento ideal com base em três fatores: peso, idade do paciente e tipo de malária diagnosticada. A partir disso, o app recomenda a medicação e a dosagem adequadas, reduzindo erros e aumentando a eficácia do tratamento.
O aplicativo também oferece informações sobre doenças associadas, como doença de Chagas e tuberculose, além de orientações sobre a deficiência de G6PD — condição genética que exige cuidados no uso da primaquina, medicamento comum no tratamento da malária.
Por que o Malariatrat é útil em áreas remotas?
Disponível gratuitamente para iOS e Android, o Malariatrat pode ser usado offline após o download. Essa funcionalidade é essencial para regiões com pouca ou nenhuma conectividade, como comunidades ribeirinhas e áreas indígenas na Amazônia.
Além do Brasil, o app já foi instalado em países como Colômbia, Costa do Marfim, Guiana Francesa, Moçambique e Etiópia, consolidando seu papel global no enfrentamento à malária.
Três destaques do Malariatrat
- Reconhecimento oficial pelo Ministério da Saúde
- Mais de 3.200 downloads em 176 países
- Funcionalidade offline para áreas de difícil acesso
Impactos para a Amazônia
A validação do Malariatrat pelo governo federal destaca o potencial de inovação tecnológica da região amazônica. O aplicativo é um exemplo de como soluções locais podem gerar impacto global, especialmente em temas críticos como saúde pública e doenças tropicais.
O uso de tecnologia da informação no combate à malária também fortalece a capacidade de resposta das equipes de vigilância epidemiológica, reduzindo o tempo entre diagnóstico e início do tratamento.
Glossário
- FVS-RCP: Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas – Dra. Rosemary Costa Pinto.
- G6PD: Deficiência de Glicose-6-Fosfato Desidrogenase, condição genética que pode causar reações adversas a medicamentos.
- Primaquina: Medicamento usado no tratamento da malária, especialmente para eliminar formas latentes do parasita.
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