• Alunos da Escola Estadual Frei Mário Monacelli criaram o UNO da Biodiversidade em Manaus, em 2025, para aprender e estimular preservação.
  • A pesquisa, apoiada pela Fapeam no Programa Ciência na Escola, mostrou maior interesse e melhor compreensão da biodiversidade amazônica.
  • O jogo didático UNO da Biodiversidade reúne 40 espécies e discute impactos ambientais com soluções em cartas.

O UNO da Biodiversidade, criado por alunos do Ensino Médio em Manaus, reforçou o aprendizado sobre a biodiversidade amazônica. A conclusão vem de uma pesquisa aplicada na Escola Estadual Frei Mário Monacelli, com apoio do Governo do Amazonas via Fapeam, pelo Programa Ciência na Escola (PCE), ao usar jogos didáticos para ensinar preservação de forma prática.

O projeto “UNO da biodiversidade: Jogos didáticos como ferramentas para o ensino da biodiversidade amazônica” foi coordenado pela professora Karlla Nazaré Oliveira, da Secretaria de Estado de Educação e Desporto Escolar. A iniciativa integrou pesquisa, criação e aplicação do jogo dentro da escola, com estudantes atuando não só como jogadores, mas também como autores e mediadores do conteúdo.

O diferencial do trabalho foi a autoria estudantil. Os alunos pesquisaram, selecionaram espécies e transformaram conhecimento em cartas jogáveis, o que elevou o engajamento nas aulas e aproximou temas complexos do cotidiano.

UNO da Biodiversidade nasceu dentro da escola

O UNO da Biodiversidade surgiu após um levantamento feito pelos próprios estudantes sobre biodiversidade, espécies nativas e impactos ambientais. A etapa guiou o conteúdo das cartas e conectou o aprendizado à realidade amazônica.

Alunos visitaram o Musa para aprender sobre a biodiversidade amazônica

Em seguida, os participantes visitaram o Museu da Amazônia (Musa). A atividade ampliou o repertório e ajudou os alunos a reconhecer fauna e flora de forma concreta, antes de desenhar o jogo.

Com o material reunido, os estudantes definiram espécies e criaram as cartas em uma plataforma digital. Eles adaptaram as regras do UNO original para tratar problemas ambientais de forma lúdica e interativa.

Como funciona o UNO da Biodiversidade

A versão final do UNO da Biodiversidade tem 111 cartas. O baralho inclui 31 cartas especiais e 80 cartas comuns, nas cores vermelho, amarelo, verde e azul, como no jogo clássico.

No conteúdo, o jogo apresenta 40 espécies da fauna e flora amazônica. As cartas comuns trazem espécies, impactos ambientais e soluções possíveis, mantendo regras básicas para facilitar a adesão.

  • Cartas comuns: espécies nativas, impactos e soluções.
  • Cartas especiais: efeitos do UNO com adaptação temática.
  • Dinâmica central: jogar, reconhecer e discutir o conteúdo.

O que a pesquisa observou com o jogo didático

Durante a aplicação, a coordenação percebeu que os estudantes passaram a reconhecer melhor várias espécies da fauna e flora. Também demonstraram maior compreensão sobre problemas ambientais da região.

Segundo a professora Karlla Nazaré Oliveira, o jogo estimulou raciocínio, curiosidade científica e protagonismo. Alunos atuaram como mediadores ao explicar o conteúdo aos colegas durante as partidas.

Entre os impactos relatados estão aumento do interesse pelas aulas e facilitação na compreensão de conteúdos complexos. O método também fortaleceu a consciência ambiental, com participação mais ativa nas discussões.

Habilidades além da Biologia

O jogo não trabalhou apenas conteúdo de biodiversidade amazônica. A dinâmica exigiu comunicação clara, memória e tomada de decisão, reforçando habilidades úteis para a aprendizagem em geral.

Como os alunos precisavam comentar cartas e sustentar ideias, a atividade também estimulou argumentação. Isso tornou o aprendizado mais participativo e menos centrado apenas na exposição do professor.

  • Comunicação: explicar regras e espécies.
  • Memória: associar cartas a conteúdos.
  • Decisão: escolher jogadas e estratégias.
  • Argumentação: debater impactos e soluções.

Apoio da Fapeam e Programa Ciência na Escola

O trabalho foi desenvolvido no âmbito do Programa Ciência na Escola (PCE). A coordenação afirmou que o apoio da Fapeam foi essencial para viabilizar recursos, organizar etapas e garantir o envolvimento dos estudantes.

O PCE é uma ação da Fapeam que incentiva professores e estudantes da educação básica a realizarem projetos científicos e de inovação dentro das escolas públicas. A proposta é fortalecer iniciação científica e aproximar a ciência do ambiente escolar.

Glossário

  • Fapeam: Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas, que financia pesquisa e inovação.
  • PCE: Programa Ciência na Escola, que apoia projetos científicos em escolas públicas do Amazonas.
  • Biodiversidade: variedade de seres vivos e ecossistemas de uma região.
  • Mitigação: ações para reduzir impactos ambientais e seus efeitos.

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