• Bosque da Ciência, do Inpa, celebra 31 anos com exposições, oficinas e homenagens em Manaus.
  • Programação reúne cerca de 20 grupos de pesquisa com atividades interativas sobre fauna, flora e tecnologias sociais.
  • Parque urbano já recebeu mais de 2,5 milhões de visitantes e é referência em integrar floresta e cidade.

O Bosque da Ciência, parque urbano do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), completa 31 anos de funcionamento nesta quarta-feira, 1º de abril, em Manaus, com uma programação especial que combina exposições científicas abertas ao público e uma cerimônia de homenagens a convidados, no Auditório da Ciência. O objetivo é aproximar a população das pesquisas realizadas na Amazônia e reconhecer pessoas que contribuíram para a trajetória do espaço.

Programação científica aberta ao público

A programação expositiva reúne cerca de 20 grupos de pesquisa, laboratórios, projetos e setores do Inpa, em dois turnos: das 9h às 12h e das 14h às 17h. As atividades incluem temas como conservação da fauna, recursos hídricos, alimentação sustentável e uso de tecnologias digitais para educação ambiental.

Entre as atrações da manhã, das 9h às 12h, estão:

  • Curiosidades e fatos sobre o peixe-boi da Amazônia
  • Oficina Papéis Alternativos: reciclagem de papel e coloração natural
  • Projeto “A biodiversidade que eu vejo no Bosque da Ciência!”
  • “Estação Ecoethos da Amazônia – Terra!”
  • Importância ecológica das aranhas
  • Exposição de coletânea de experiências de tecnologia social na Amazônia
  • “Nas águas do Bosque: insetos aquáticos em foco, pequenos guardiões da natureza”
  • “Conhecendo o mundo das abelhas sem ferrão da Amazônia”
  • “Megafans Quaternários e a dinâmica hídrica na bacia do rio Demini (AM) e macrófitas aquáticas”
  • “Os superpoderes do controle de mosquitos vetores de doenças: malária e dengue”
  • Mundo dos insetos
  • Exposição de alimentos regionais e plantas alimentícias não convencionais (PANC)
  • InsetAR: insetos em realidade aumentada (aplicativo)
  • Coleção científica de plantas e fungos do Inpa
  • Coleções zoológicas de vertebrados
  • Aquicultura na Amazônia

À tarde, das 14h às 17h, parte das atividades se repete, com foco em novos públicos, e entram em destaque os registros de mamíferos amazônicos, além de:

  • A biodiversidade que eu vejo no Bosque da Ciência!
  • Estação Ecoethos da Amazônia – Terra!
  • Importância ecológica das aranhas
  • Exposição de coletânea de experiências de tecnologia social na Amazônia
  • Nas águas do Bosque: insetos aquáticos em foco, pequenos guardiões da natureza
  • Conhecendo o mundo das abelhas sem ferrão da Amazônia
  • Megafans Quaternários e a dinâmica hídrica na bacia do rio Demini (AM) e macrófitas aquáticas
  • Os superpoderes do controle de mosquitos vetores de doenças: malária e dengue
  • Mundo dos insetos
  • Exposição de alimentos regionais e PANC
  • InsetAR: insetos em realidade aumentada (aplicativo)
  • Coleção científica de plantas e fungos do Inpa
  • Coleções zoológicas de vertebrados
  • Aquicultura na Amazônia

Cerimônia de homenagens a colaboradores do Bosque

Paralelamente às atividades abertas ao público, o Inpa realiza uma cerimônia de homenagens a partir das 9h30, no Auditório da Ciência, restrita a convidados. O evento vai reconhecer personalidades que contribuíram para a criação, consolidação e expansão do Bosque da Ciência como espaço de divulgação científica e conservação ambiental em Manaus.

Primeiro parque verde urbano de Manaus

O Bosque da Ciência é o primeiro parque verde urbano de Manaus. O espaço é um fragmento florestal de quase 13 hectares, equivalente a 13 campos de futebol, integrado à Área de Proteção Ambiental (APA Manaós), na região central da capital amazonense.

Definido pelo Inpa como um “museu de ciências ao ar livre”, o Bosque combina trilhas, recintos de animais, coleções científicas e estruturas de apoio à visitação. No local, o público pode:

  • Observar de perto animais e plantas típicos da floresta amazônica
  • Conhecer pesquisas e tecnologias desenvolvidas pelo Inpa para proteger a floresta e seus povos
  • Entender como ciência e políticas públicas podem apoiar o desenvolvimento sustentável da Amazônia
  • Usufruir de uma área verde em meio à cidade, com foco em educação ambiental

Mais informações sobre o Inpa e suas unidades podem ser consultadas no site oficial do instituto em gov.br/inpa e em publicações do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação.

Experimento urbano de floresta na cidade

Em pouco mais de três décadas, o Bosque da Ciência recebeu mais de 2,5 milhões de visitantes, entre moradores de Manaus, estudantes e turistas de outras regiões do Brasil e do exterior. Só em 2025 foram mais de 140 mil visitas, o maior número desde 2012.

Além de funcionar como espaço de lazer e educação, o Bosque é considerado um experimento urbano que demonstra, na prática, a possibilidade de integrar floresta e cidade em uma mesma área. A experiência é relevante para o planejamento urbano em regiões de floresta tropical e para o debate sobre adaptação climática em centros urbanos amazônicos.

Iniciativas semelhantes de integração entre ciência, conservação e desenvolvimento também têm avançado na região, como projetos de energia e infraestrutura avaliados por comissões independentes e programas de inovação tecnológica baseados em recursos da floresta. Exemplos incluem o trabalho da Comissão da Verdade sobre os impactos de Balbina e iniciativas de inovação como as do uso de biomateriais da Amazônia em novos produtos.

Glossário

  • APA (Área de Proteção Ambiental): Unidade de conservação de uso sustentável que permite presença de moradores e atividades econômicas, desde que compatíveis com a conservação da natureza.
  • PANC (Plantas Alimentícias Não Convencionais): Espécies de plantas com potencial alimentar que não fazem parte da dieta cotidiana da maior parte da população, mas podem ampliar a diversidade nutricional e produtiva.
  • Macrófitas aquáticas: Plantas que vivem parcial ou totalmente submersas em ambientes aquáticos, como lagos, igarapés e áreas alagadas, e que influenciam a qualidade da água e a biodiversidade local.
  • Megafans quaternários: Grandes leques aluviais formados por sedimentos depositados por rios ao longo do período Quaternário, importantes para entender a dinâmica geológica e hídrica de bacias amazônicas.

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